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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – CMXXXII

«Em Portugal é impressionante a ausência de reflexão sobre o grande fenómeno histórico deste século: a esquerda na Europa está a desaparecer. A extrema-esquerda comunista já tinha desaparecido, agora é o centro-esquerda social-democrata/socialista que está a ser varrido do mapa». Henrique Raposo, jornal “Expresso Diário, 18/10/2018.

«A democracia amplia a esfera da liberdade individual, o socialismo restringe-a. A democracia atribui todo o valor possível a cada homem; o socialismo faz de cada homem um mero agente, um mero número. Democracia e socialismo não têm nada em comum além de uma palavra: igualdade. Com uma grande diferença: enquanto a democracia procura a igualdade na liberdade, o socialismo procura a igualdade no controle e na servidão». Tocqueville.
Preto no branco. É uma evidência que o comunismo, omnipresente e omnipotente – sobretudo nos meios intelectuais – ainda há poucas décadas atrás, ruiu com a queda do Muro de Berlim em 1989, e implodiu literalmente, em Moscovo em 1991, com ondas de choque por todo o mundo. Só os comunistas o negam, por razões óbvias e compreensíveis – só que isso não altera nada a situação e o descrédito do mesmo além de universal, é irreversível. 

Em Portugal, embora seja verdade o que o cronista diz, vamos completamente ao arrepio do que se passa na Europa: Nas legislativas de 2015, o PCP teve 8.25% dos sufrágios e o outro partido comunista, o da esquerda caviar ou BE, teve 10,19% dos sufrágios. Juntos perfazem um número astronómico de quase 19% de eleitores que ou acreditam no comunismo, ou acham que ele é a solução dos nossos problemas.   

Quanto à social-democracia/socialista, está a acontecer o mesmo, por toda a Europa perderam influência e foram, mais ou menos, varridos democráticamente do poder – como acabou de acontecer nas eleições regionais da Baviera em que os sociais-democratas perderam 50% do seu eleitorado, o seu pior resultado de sempre – ou então, chegam ao poder por meio de ‘golpadas’, ou de jogadas contra a vontade ou ao arrepio do conhecimento dos eleitores, como aconteceu em Espanha – com Sanchez e os seus 85 deputados num Parlamento de 350 – ou em Portugal, com Costa e a sua aliança espúria com a extrema-esquerda e ao arrepio do conhecimento do eleitorado. 

A minha pergunta é muito simples – já repararam que, mais uma vez, andamos atrasados e vamos ao contrário de toda a Europa? 

É evidente que, pelos vistos, o povo português não sabe nada do que se passa na Europa nem quer saber, muito menos agora que vai receber uns trocos em 2019.  

Pois é, não obstante, parece uma evidência que quer o comunismo, quer o socialismo, não têm mesmo  futuro nenhum, malgré Costa... 

 

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