PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – CMXL
«O grande perigo para a democracia num
mundo livre não são os radicais e populistas em si, mas a tentação dos partidos
do regime de pactuar e “geringonçar” com radicalismos e populismos. É essa
traição das elites, tanto ou até mais do que os resultados eleitorais, que está
a dar força a radicais e populistas».
Rui Ramos, Jornal “Observador”, 5/10/2018.
«Toda a sociedade que não é esclarecida por
filósofos é enganada por charlatães». Condorcet.
Exactamente! Os
portugueses hão-de perceber um dia – pelo menos, alguns de entre eles – que o
que António Costa fez neste País foi uma verdadeira traição, pese embora o
sentimento de todos aqueles saudosistas do Estalinismo e de outras formas de
totalitarismo inspiradas no Marxismo – o guarda-chuva ideológico de todas elas
– que acham que deveríamos seguir este caminho por ser bom, o melhor para o
povo português. Santa ingenuidade, nem com a derrocada com estrépito do
comunismo, um pouco por todo o lado, aprenderam…
O que António Costa fez
foi dar a mão aos dois partidos comunistas portugueses que sistemáticamente
estavam e se colocavam fora do sistema. O facto de os trazer para dentro do
sistema, da democracia, não faz deles democratas cordatos e embevecidos com a
superioridade da mesma… Pode-se levar um
cavalo ao rio, não se pode nem se consegue obrigá-lo a beber…
Os partidos comunistas são,
invariavelmente, a favor da revolução e revolução e democracia estão nos
antípodas uma da outra… Costa sabe isto embora faça de conta que não é assim.
O que António Costa fez
foi trair a memória e o acquis do
Partido Socialista que lutou denodadamente em 1975 para não ser eliminado pelo
PCP e amigos, branqueou tudo o que esteva para trás e fez de conta que estava a
lidar com dois partidos democráticos como os demais. Já nem falo nas diferenças
insanáveis sobre a Europa, Euro, Maastricht e Nato.
Costa enganou-nos e quando
quiser fazer mea culpa e afastar os
seus amigos indesejáveis, será tarde, haverá danos irreparáveis como, aliás, se
começa já a notar com a falta de reformas e a degradação dos serviços públicos:
SNS e CP à cabeça, e, acima de tudo, o
aumento brutal da despesa pública que, à mínima crise internacional, nos levará
a sermos de novo resgatados…
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