PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA - DCCCXCIII
QUEM
É QUE QUER MAIS ESTADO?
«O
último relatório publicado pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças relativo ao
sistema de informação dos imóveis do Estado no final de 2016 contabiliza 3891 imóveis
edificados sem ocupação por parte dos organismos públicos. Ou seja, numa altura de grande
pressão no mercado de arrendamento – e também na venda de casas, o Estado tem 14% do seu edificado (e ainda 10% dos seus terrenos)
absolutamente vazios […]». Joana Nunes Mateus, Jornal “Expresso Diário”,
16/08/2018.
Não vejo nenhuma manifestação do
BE; do PCP e desse inefável partido que dá pelo nome de os Verdes, a exigir que
o Estado liberte imediatamente esses imóveis para alojar os sem abrigo, os sem
emprego, os sem casa, os migrantes, os drogados, os exilados e demais
carenciados…
Esta notícia dá conta do
gigantismo do Estado e da sua total incompetência para gerir a res publica e o seu próprio património como
deve ser, é o Estado em todo o seu esplendor; faz-me lembrar aquela blague que
se contava da antiga U.R.S.S., em que nos diversos planos quinquenais ficava
estabelecido que todo o cidadão soviético – cerca de 250 milhões na altura –
tinha direito, pelo menos a um par de botas anualmente, bens absolutamente
essenciais dadas as agruras do clima. O que acontecia permanentemente, era que
o Pai que calçava 43, ia no dia predestinado ao armazém buscar o seu par de
botas a que tinha direito e vinha de lá com o número 18, que por azar não
servia à sua filha que calçava 12, e a menina, no seu dia de distribuição, trazia
um par de botas 48… a verdadeira eficiência acima de qualquer suspeita e a
excelência da economia planificada e centralizada, ou exemplares malhas que os
burocratas soviéticos teciam mesmo sem serem tecelões nem rabecões…
Cá para mim, era altura de o
Estado vender, alugar, ceder, emprestar, alienar este património imenso e já
agora, devia-se tirar o Estado de tudo menos da defesa; representação e
soberania; caminhos de ferro; água; correios e luz, – sectores vitais e que não
devem estar na mão de privados – e manter em regime de partilha, a saúde e a
educação, e já tinha muito por onde se espraiar, entreter e onde mostrar a sua
proverbial incompetência!
É por estas e por outras que eu,
empedernido democrata e acérrimo defensor do Estado de Direito, apesar destas
qualidades, nunca, mas nunca, serei socialista, já fui e já dei para esse
peditório…
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