PENSAMENTO(S) SIMPLES
DO DIA – DCCCLXXXVIII
«Costa foi o primeiro líder do PS a juntar as esquerdas
num projecto de poder. O eleitorado das direitas espera o mesmo do líder do
PSD. Passos Coelho foi capaz de o fazer. Rio não foi, e o mais impressionante é
que nem sequer tentou. Assim, incapaz de federar as direitas, Rio assiste
igualmente à fragmentação do PSD». João
Marques de Almeida, jornal "Observador", 12/08/2018.
A mim, parece-me uma
coisa muito simples, linear mesmo; o PS numa das suas derivas populistas e
irresponsáveis, escolheu e reconfirmou José Sócrates como seu líder e candidato
a Primeiro-Ministro. Uma das consequências desse facto foi a bancarrota de
2011.
Quanto a Costa, tinha
sido braço direito de Sócrates durante alguns anos e defendeu o seu Governo –
ele próprio o admitiu há pouco tempo – até aos últimos dias, significa isto que
foi cúmplice da bancarrota e esse facto viu-se perfeitamente na sua hostilidade
permanente e na falta de solidariedade mínima em relação ao Governo de Passos
Coelho/Portas, que teve a difícil missão de resgatar o País da ignóbil
bancarrota para que os socialistas o atiraram – Costa foi cúmplice, repito – negando-a
sempre e atribuindo o ónus e responsabilidade da mesma à crise internacional.
Esta foi uma mentira
monstruosa e tosca porque só quatro países foram resgatados: Grécia, Chipre,
Portugal e Irlanda (em Espanha só a banca foi resgatada), num total de 28 na
União Europeia; então não houve crise internacional para os outros 24 que não
precisaram de ajuda nem foram resgatados? Já nem falo de países como a Suíça ou
a Noruega, fora da Comunidade Europeia que, evidentemente, prescindiram de
qualquer assistência. Estes socialistas tentam boicotar a nossa inteligência ao
ponto de fingirem que acreditamos em tal patranha…
É por isto tudo que o
PSD não deve ajudar António Costa nem o Partido Socialista que, aliás, afirma
alto e bom som que o PS nunca mais vai precisar da direita para governar, Pedro
Nuno Santos dixit…
Fonte: https://eco.pt/2017/01/20/pedro-nuno-santos-o-ps-nunca-mais-vai-precisar-da-direita-para-governar/
E sendo assim, se Rui
Rio não percebe isto, se não percebe que é preciso fazer, à direita, um
projecto de poder que seja um contraponto do projecto da esquerda – única forma
de a democracia funcionar bem por possibilitar uma alternância clara entre
projectos distintos – e que a desaloje do poder, não percebe nada nem tem
futuro algum à frente do PSD, coisa que, aliás, toda a gente já percebeu menos
ele…
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