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PENSAMENTO(S) POLÍTICOS DO DIA – DCCCXCV 

«A ditadura do proletariado constitui-se na transição para atingir uma sociedade sem classes». Karl Marx. 

«É absolutamente ridículo que um partido recheado de adoradores de Estaline, Che Guevara e Nicolas Maduro, se arvore em paladino da defesa dos valores da democracia. Equivale a escutar Ricardo Robles perorar sobre os malefícios da especulação imobiliária, ou ter Francisco Louçã como Conselheiro do Banco de Portugal, sem memória de que nasceu para a política a abominar o capital». Nuno Melo, Jornal “JN”, 16/08/2018. 

Há na política um equívoco muitíssimo bem criado, acarinhado e estimulado pelos partidos comunistas em todo o lado e em Portugal pelo PCP; BE e essa coisa a que chamam os Verdes; o de que o comunismo é uma ideologia democrática e que se rege pelas regras da mesma, da mais virtuosa democracia! Costa não deve andar muito longe dessa crença ou não teria feito a Geringonça… 

Nada mais falso, a democracia é só de fachada e meramente instrumental; de facto, nesses partidos a maioria das decisões são discutidas ao nível das bases mas quando não agradam ao Partido, são imediatamente descartadas no seu percurso ascendente até às cúpulas do Partido, para poderem ter algum efeito, o mesmo se passa com os indivíduos, se começam a evidenciar-se em dessintonia com o partido, são imediata e coercivamente apartados e afastados e não têm hipótese nenhuma de fazer valer as suas ideias. 

Nos partidos comunistas a democracia acaba aí e quem tiver estudado um pouco a doutrina, sabe que há uma fase importantíssima após a tomada de poder pelos trabalhadores, só na teoria, que é a da ditadura do proletariado que subsistirá enquanto houver antagonismo na sociedade – ou a chamada luta de classes – e até o Estado perecer, mesmo que isso não passe do papel, seja pura doutrina e ficção da mais rica e irrealizável, a verdade é que a intenção totalitária está lá omnipresente, prenhe e frutificada… 

Não obstante esta intenção declarada, isso não os impede de encher a boca de democracia e de rasgarem as vestes e vituperarem os supostos agressores da democracia, proclamando que a mesma está em perigo, como agora, ridiculamente, com a vinda de Le Pen a Lisboa. 

Aliás, a maior contradição de todas é a de que partidos que defendem a ditadura do proletariado, ao mesmo tempo, venham com protestos da sua fidelidade e lealdade à democracia… 

Só os papalvos e ignorantes do que foi e é o comunismo e desconhecedores dos rudimentos do marxismo – como a teoria inenarrável da ditadura do proletariado – podem acreditar em tais balelas.

Termino com uma citação muito apropriada a esta temática e que acabei de ler: 

«Os comunistas foram exímios em aproveitar o que chamavam liberdades burguesas, utilizando-as como se fossem eles próprios os paladinos da liberdade, mas tendo como objetivo instalar uma ditadura do proletariado (isso mesmo está plasmado em discursos e teses)». Henrique Monteiro, Jornal “Expresso Diário”, 18/08/2018. 

Fonte:
Tal e qual…

 

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