PENSAMENTO(S) SMPLES
DO DIA – DCCCLXVI
«O pior do BE e do PCP é o ódio às empresas». Carlos
Moedas, comissário europeu, Jornal “DN”, 22/07/2018.
Carlos
Moedas tem razão e poderia acrescentar que o instilam e cultivam também, mas a
sua afirmação implica uma interpelação: como poderia ser de outra forma?
Reparem no
que o PCP está a tentar fazer na Autoeuropa, pura e simplesmente sabotá-la! A
Autoeuropa representa tudo aquilo que infirma o que quer um partido, quer o
outro defendem e propagam: uma ideologia obsoleta – completa e
irreversivelmente falhada e que fracassou em todo o lado onde foi tentada, até
em Cuba estão a tentar mudá-la – e anacrónica que ainda vê na luta de classes e
trabalho contra o capital, o futuro da humanidade.
A
Autoeuropa é uma multinacional rica, próspera e que dá condições de trabalho
aos seus funcionários que dificilmente, nesta escala, alguma empresa portuguesa
poderia dar. É verdade, têm que trabalhar ao fim de semana, e depois, não há
centenas de profissões em que isso acontece? Não são devidamente compensados?
Ir para o desemprego é opção, é melhor? É preferível eliminar cerca de 8.700
postos de trabalho se contarmos com os fornecedores que dela dependem?
No
comunismo não há lugar para empresas privadas – aconteceu assim em todo o lado
onde o mesmo foi poder – muito menos com o sucesso da Autoeuropa. Para estes
senhores tudo se resume ao estatismo puro e duro: o patrão único é o
omnipotente Estado porque só assim não haverá, dizem e defendem eles,
exploração dos trabalhadores pelos patrões. É o que prevê e prescreve a
ideologia. Só quem nunca trabalhou numa multinacional moderna e de ponta, pode
pensar nestes termos…
Não
obstante, há cerca de 19% de portugueses que subscrevem, votam e acreditam
nestes senhores, nesta narrativa e nesta lengalenga, dá que pensar…
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