PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA - DCCCLXX
«Morais Pires e Salgado usaram Eurofin para tirar €1,3 mil milhões ao
BES». Jornal “Expresso- Economia”, 14/07/2018.
SUCINTAMENTE, POR QUE NÃO SOMOS UM PAÍS RICO E VERDADEIRAMENTE EUROPEU?
Quando vejo a riqueza de um País
como a Suíça, com um altíssimo nível e qualidade de vida, que não tem
rigorosamente nenhum riqueza natural mas que, mesmo assim, conseguiu
desenvolver uma economia poderosíssima e que dá cartas em vários sectores de
actividade; estou a pensar na indústria alimentar, na química, nos relógios, no
turismo e na hotelaria onde detêm as melhores escolas do mundo – e não, não é
verdade que a banca seja a principal actividade económica, é a quarta em
importância – e a comparo com Portugal e as suas inúmeras riquezas, dá vontade
de chorar.
E há algumas razões que explicam
essa diferença. Comecemos pelas elites, são uma vergonha e a banca vem à
cabeça, os processos do Banco de Portugal a Ricardo Salgado sucedem-se e o
cabeçalho deste texto dá a entender que o BES, que lhe pertencia e á família,
era roubado “indoors”, absolutamente extraordinário. A banca está cheia de
casos desde 2008, sendo um dos mais flagrantes o de Oliveira e Costa e o seu
BPN. Há também o BPP de Rendeiro e já não sei quantos casos além dos de Vara,
que está sempre presente, da CGD ou BCP…
Se passarmos à política, a
situação é absolutamente descoroçoante com Sócrates à cabeça, enquanto Salgado
nasceu num berço de ouro, Sócrates não passava de um deslumbrado, “um político
provinciano”, nas suas próprias palavras mas que causou um dano a este País de
meter medo. Há dezenas de políticos em Portugal que se governaram e às suas
entourages, do pequeno roubo tipo morada falsa para beneficiar de ajudas de
custo maiores, até negócios de milhões, como por exemplo, comprar um terreno hoje de manhã e
vendê-lo à tarde pelo dobro…
Portugal tinha condições
excelentes para ser um País rico e próspero, tínhamos era que nos livrar da
cambada de parasitas que sugam o Estado e nos impõem custos altíssimos; das
auto-estradas e PPPs à electricidade, dos combustíveis à banca, dos
transportes aos serviços, das câmaras municipais ao futebol, deste aos
construtores civis, e mais não sei quantos negócios promíscuos, corruptos e que nos desgraçam, “you name it”…
A moral desta história é simples e sucinta também: enquanto não corrermos com estas
elites corruptas e incompetentes, não vamos lá!
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