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PENSAMENTO(S) SIMPLES DO DIA – DCCCXXXVII

 «Mr. Gorbatchev – tear down this wall»! Ronald Reagen, Berlin, 1989.

«Para o fim fica o muro mental do PCP, que, através de um artigo de opinião no jornal "Avante", assinado por Ângelo Alves – membro do Comité Central e identificado pelo partido como "intelectual, 45 anos de idade" – vem em defesa da União Soviética do tempo do Checkpoint Charlie […]». Ricardo Marques, jornal “Expresso Curto”, 22/06/2018. 

Órfãos, verdadeiros órfãos que perderam Pai e Mãe, o que é muitíssimo mais doloroso do que perder um único progenitor e que parece ser a situação de muita gente no PCP, imagino eu e não devo andar longe da verdade, basta ver este testemunho do Ângelo Alves, e o homem só tem 45 anos, um jovem, portanto… 

O que se pode perguntar com algum espanto, reconheço, é como é possível que em 2018 ainda haja quem defenda o comunismo soviético como ele o faz? E nestes termos:  

«[…] replicam, décadas depois, o mesmo ódio e xenofobia que noutros momentos foi desferido contra a União Soviética”, isto a propósito da crónica diária da SIC sobre o futebol: “Ronaldo no país dos Sovietes”, um nome engraçado e apelativo, inspirado em Hergé e no seu maravilhoso «Timtim no país dos Sovietes», original mas factualmente errado, o país dos sovietes desmoronou-se em 1991 com a implosão da U.R.S.S., acabou nessa data.  

Acontece que Ângelo Alves diz que houve “ódio desferido contra a União Soviética” e como não se interroga sobre quais os motivos que justificavam a existência desse ódio, vou dar uma ajuda: foi a U.R.S.S. que invadiu e ocupou militar e ideológicamente a Polónia, a Alemanha de Leste, a Húngria, a Checoslováquia, a Roménia, a Bulgária, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, para nos atermos exclusivamente à Europa! Acresce que foi a União Soviética que impôs pela intimidação, repressão, presença, e força do exército vermelho e dos seus tanques e comissários políticos, regimes totalitários a todos esses países acompanhados do pacote infalível da cartilha comunista; ditaduras brutais, polícias políticas ferozes, supressão das liberdades e do Estado de direito, introdução de Gulags ou similares, supressão, prisão ou fuzilamento de todos os que se opuseram à ditadura, carências sistemáticas de bens básicos e essenciais – o comunismo em todo o seu esplendor e em todo o seu horror.  

Então Ângelo Alves não acha que isto seriam razões mais do suficientes para odiar a URSS?

Eu acho que sim…

 

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