PENSAMENTO(S)
SIMPLES DO DIA – DCCCXXXVII
«Para
o fim fica o muro mental do PCP, que, através de um artigo de opinião no jornal "Avante",
assinado por Ângelo Alves
– membro do Comité Central e
identificado pelo partido como "intelectual, 45 anos de idade" – vem em defesa da União Soviética do
tempo do Checkpoint Charlie […]». Ricardo Marques, jornal “Expresso Curto”,
22/06/2018.
Órfãos, verdadeiros órfãos que
perderam Pai e Mãe, o que é muitíssimo mais doloroso do que perder um único
progenitor e que parece ser a situação de muita gente no PCP, imagino eu e não
devo andar longe da verdade, basta ver este testemunho do Ângelo Alves, e o
homem só tem 45 anos, um jovem, portanto…
O que se pode perguntar com algum
espanto, reconheço, é como é possível que em 2018 ainda haja quem defenda o
comunismo soviético como ele o faz? E nestes termos:
«[…]
replicam, décadas depois, o mesmo ódio e xenofobia que noutros momentos foi
desferido contra a União Soviética”, isto a propósito da
crónica diária da SIC sobre o futebol: “Ronaldo
no país dos Sovietes”, um nome engraçado e apelativo, inspirado em Hergé e
no seu maravilhoso «Timtim no país dos Sovietes»,
original mas factualmente errado, o país dos sovietes desmoronou-se em 1991 com
a implosão da U.R.S.S., acabou nessa data.
Acontece que Ângelo Alves diz que
houve “ódio desferido contra a União
Soviética” e como não se interroga sobre quais os motivos que justificavam a
existência desse ódio, vou dar uma ajuda: foi a U.R.S.S. que invadiu e ocupou
militar e ideológicamente a Polónia, a Alemanha de Leste, a Húngria, a
Checoslováquia, a Roménia, a Bulgária, a Estónia, a Letónia e a Lituânia, para nos
atermos exclusivamente à Europa! Acresce que foi a União Soviética que impôs pela
intimidação, repressão, presença, e força do exército vermelho e dos seus
tanques e comissários políticos, regimes totalitários a todos esses países
acompanhados do pacote infalível da cartilha comunista; ditaduras brutais,
polícias políticas ferozes, supressão das liberdades e do Estado de direito, introdução
de Gulags ou similares, supressão, prisão ou fuzilamento de todos os que se
opuseram à ditadura, carências sistemáticas de bens básicos e essenciais – o
comunismo em todo o seu esplendor e em todo o seu horror.
Então Ângelo Alves não acha que
isto seriam razões mais do suficientes para odiar a URSS?
Eu acho que sim…
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