«Sempre que o Passos Coelho, ou outro qualquer igual a ele,
tomarem o controlo do país eu vou-me embora. Sempre que houver aquele tipo de
ameaça para o meu país, eu vou-me embora! Não tenho outra forma de lutar».
Fernando Tordo, jornal “Sol”, 21/05/2018.
«Os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte; O homem
corajoso experimenta a morte apenas uma vez». Shakespeare.
Nunca
vi maior manifestação de desqualificação, de desconfiança na democracia e de
prepotência e pesporrência por parte de um pretenso intelectual. Acaso, por
ventura Tordo reparou que os portugueses elegeram democráticamente Passos
Coelho? O seu Governo resultou do descalabro que um Governo do PS criou e legou
a Portugal, notou? Soube que o miserável Memorandum de Entendimento assinado
pelo Governo do PS com a Troika foi da sua inteira responsabilidade por ter
conduzido o País a uma ignóbil bancarrota em 2011? Não, pelos vistos, não, não
viu, não notou, não estava cá, não foram os seus amigos que o fizeram! E também
não acha que a maior ameaça ao País foi exactamente o mesmo ter sido atirado
para a valeta, para a sarjeta por um Governo de esquerda, daqueles com os quais
– quando são poder – ele não sente necessidade de emigrar?
Possívelmente,
não sei mas não me admiraria, se estivesse na fila de mão estendida aos
subsídios que os governos de esquerda muito prodigamente concedem a qualquer
actividade dita intelectual e de vanguarda que os apoie, para tal, basta, no
caso mais típico, o teatro, levantar o indicador em riste, numa sala sempre às
moscas, semi-nus ou com vestes andrajosas de preferência, clamar contra o
capitalismo e a sua exploração desenfreada, e proclamar o fim da sociedade
burguesa e da sua alienação…
E
ir-se embora – como afirma sem nenhum pejo – tem um nome, cobardia! Só os
cobardes se vão embora, só os cobardes não ficam para ajudar a resolver os
problemas que surgem por causa do voto que tipos como ele próprio, Tordo,
depositam nas urnas!
Que
se vá embora mas,
por favor, que não volte. Para nos encher de atordoadas deste calibre, mais
vale ir ‘tourear’ para outro lugar…
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