«Quando se dissipa o
património com loucuras, procura-se restaurá-lo com culpas». Tácito.
«A dependência económica de interesses
privados em que viveram um primeiro-ministro e um ministro coloca sobre
suspeita todas as decisões desse governo em que, directa ou indirectamente,
estivessem em causa os interesses desses privados». Miguel Poiares Maduro, Jornal “Observador”, 8/05/2018.
E o
rol de suspeitas é muito grande porque se trata da Economia – onde há duas figuras
incontornáveis: José Sócrates e Manuel Pinho – cito só os casos principais:
PPPs rodoviárias; PPPs na saúde; resgate dos falidos bancos BPN e BPP; CMECS na
energia; prolongamento por mais 25 anos da concessão de exploração das barragens
à EDP sem concurso público; PT e OPA frustrada da SONAE, PT e a venda da Vivo à
Telefónica, PT e a compra da OI falida e, por fim, Parque Escolar, prenhe em
desmandos, irregularidades e loucuras.
De
facto, o que os senhores deputados deveriam estar a fazer, era criar Comissões Parlamentares de Inquérito em
todos os casos em que não tenham sido criadas ainda para tentar apurar o dano
monumental que alegadamente sofremos colectivamente e que deve ser adicionado à
bancarrota de 2011.
É
simples e chamando as vacas pelos nomes, se tivemos um Primeiro-Ministro que
reconheceu que vivia à custa do dinheiro do amigo e se esse amigo era
Administrador do Grupo Lena, um dos principais construtores ao serviço do
Estado, e se tivemos – como ainda não foi desmentido – um Ministro da Economia
que recebeu 3,5 milhões de Euros do saco azul do BES, então, a imaginação do
que pode ter acontecido, além de ser legitimo especular sobre isso, constataremos
que o céu será o limite…
E ‘last
but not least’; o Governo de Sócrates era um Governo de esquerda…
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