« […] o PS
"se salvou do desastre" porque "foi dispensado de gerir o penoso
programa de assistência externa, tendo voltado ao Governo quando o
"trabalho sujo" já tinha sido concluído pela direita e a retoma da
economia e do emprego já estavam em marcha". E acrescenta: "tivesse
sido o PS a gerir o programa de austeridade, e teria sido punido nas urnas tão
severamente como o foram outros partidos socialistas que não tiveram a mesma
fortuna".». 0572018.Vital Moreira, Jornal “Expresso Curto”,
07/05/2018.
«Um
crime bem sucedido e favorecido pela sorte, é chamado de virtude». Séneca.
Vital Moreira – reputado constitucionalista – foi do
PCP durante muitos anos e só depois ingressou no PS, ou seja, não é um homem de
direita nem a fazer qualquer frete a essa área! Não obstante, tem a lucidez
suficiente para descrever ou subentender como as coisas se passaram no
essencial:
·
O PS no Governo lançou o País numa ignóbil bancarrota
e ficou de fora quando a Troika veio.
·
Foi o centro e a direita que endireitaram e
recuperaram o País, não foi o PS.
·
O PS não tem qualquer mérito na retoma económica e no
emprego que se verificam agora, os passos para que tal acontecesse foram dados
pelo anterior Governo.
·
O PS só não está em declínio acelerado como todos os
partidos sociais-democratas europeus por cobardemente se ter furtado à assunção
de culpas, de ‘curas’ e de ajudas no pós-bancarrota de 2011.
·
O seu tempo chegará, sou eu que digo, não Vital
Moreira…
Sendo tudo isto verdade e sendo a fonte acima de
qualquer suspeita, admiro-me como o povo português pode premiar o PS nas
sondagens dando-lhe índices que configuram uma maioria absoluta, estou mesmo estupefacto...
Na realidade, o povo português devia ter a lucidez de
punir fortemente o PS pela sua enorme irresponsabilidade de ter escolhido Sócrates
por duas vezes – com os estupendos resultados que experimentámos e padecemos… –
e por Costa se ter aliado à extrema-esquerda anti-democrática sem mandato do
povo português para tal – duas coisas absolutamente lamentáveis e
inqualificáveis, repugnantes mesmo – sob pena de ser cúmplice de uma coisa
muito simples mas odiosa:
O crime
compensa…
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