«O comunismo é o amanhã da humanidade». Brejnev.
« [...] com o colapso do comunismo na União Soviética e nos seus
satélites a influência de Marx caiu a pique. No aniversário dos 200 anos do seu
nascimento, a 5 de maio de 1818, não é despropositado sugerir que as suas
previsões foram desmentidas, as suas teorias desacreditadas e as suas ideias se
tornaram obsoletas». Peter Singer, Jornal “DN”,
11/05/2018.
Creio que para isso
contribuíram muitas coisas, detenho-me em três, unicamente, mas haveria muitas
outras:
Os regimes comunistas
nunca conseguiram chegar ao poder e mantê-lo duma forma democrática, o que
implicou ab initio um conjunto de
coisas terríveis que se mantiveram até ao seu colapso: ditadura férrea, polícia
política, regime de partido único, Gulags, totalitarismo, etc., etc..
Um dos princípios
sacrossantos do comunismo é a luta de classes, ora a evidência mostra que nos
países do primeiro mundo – e não Portugal que tem um pé dentro, outro fora – a
luta de classes é uma falácia, um absurdo, um anacronismo, não existe, o que há
genéricamente, é cooperação e harmonia entre o capital e o trabalho. Dou um
exemplo: alguém imagina a antiga fábrica de automóveis da Alemanha de Leste que
construía o modelo Trabant – uma espécie de Wolkswagen dos comunistas – dar um
bónus individual e extra aos seus 23.000 trabalhadores já de si bem pagos, de
até 9.656€ por o ano ter corrido bem, como o fez a Porsche?
Fonte: https://observador.pt/2018/03/27/porsche-da-bonus-aos-empregados-de-ate-9-656e/
Não, ninguém imagina! Já
nem vou falar daqueles multimilionários americanos e franceses que pediram ao
Estado para lhes cobrar mais impostos, queriam pagar impostos mais elevados
porque já tinham dinheiro que chegasse…
Marx, ou o que resta
dele, deve ter dado várias voltas no túmulo porque creio que não foi cremado, e
os comunistas portugueses, os resilientes que restam e ainda estão vivos,
ficaram seguramente, com um sorriso amarelo nos lábios e sem resposta para este
infirmar de mais um princípio basilar do comunismo: a exploração dos
trabalhadores pelo grande capital ad
infinitum…
Pois é…
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