«De
acordo com o “El Economista”, a falta de entendimento no seio da Europa viu-se
recentemente no caso EDP, isto é, no que concerne à OPA da China Three Gorges
sobre a EDP. “O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, mostrou-se
absolutamente aberto a receber o investimento direto estrangeiro de Pequim,
ainda que isso suponha perder o controlo de uma empresa emblemática”. Ou seja,
enquanto a UE e os EUA tentam limitar o investimento chinês, Portugal como que
“escancara as portas”.». Jornal “Económico”, 22/05/2018.
Sócrates assinou o Memorando de
Entendimento com a Troika onde estava prevista a privatização total da EDP,
para que não restem dúvidas, transcrevo aqui a parte relevante dessa cláusula:
«3.31
- O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o
período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP,
e a CP carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal),
e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor
dimensão.[…]».
Imaginem só que tinha sido um Governo
de direita a fazê-lo! A verdade é que a coisa foi tão escandalosa que sentiram a
necessidade de alijar responsabilidades e de culpar o Governo de Passos Coelho
de o ter feito, manifestando uma total falta de seriedade e de vergonha, ambas
a toda a prova. Passos, evidentemente que estava obrigado a privatizar, ou a
cumprir, se preferirem, o que o Governo do PS assinou com a Troika, qualquer
Governo, seja qual for a sua côr ou partido, está obrigado a cumprir os
compromissos assumidos pelo Estado português, como foi o caso e como é óbvio!
Agora temos Costa, socialista e
previsivelmente laico, a servir de cavalo de Tróia à entrada de capital chinês
na Europa em empresas estratégicas – a EDP nunca devia ter sido privatizada,
foi preciso um Governo socialista para que tal acontecesse – contra a vontade
manifestada pelos seus aliados, conforme
o curto parágrafo que cito em supra, nos dá conta…
Grande político, grande Estadista, na
senda de outro grande, José Sócrates, ou um não tivesse sido o braço direito do
outro durante anos e não fosse o PS um alfobre de grandes políticos…
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