«Alguns políticos são considerados grandes porque lhes mediram
também o pedestal». Séneca.
«No entanto, o atual chefe de Governo continua a ser visto como o
melhor para primeiro-ministro, mas numa percentagem inferior. Costa atrai agora
a confiança de 59,8% dos eleitores, uma queda de dois pontos percentuais em
relação ao mês anterior e menos 4,3 pontos do que em fevereiro (64,1%)».
Jornal «CM», 13/05/2018.
Os portugueses têm confiança em
António Costa e fazem muitíssimo bem. António Costa mostrou toda a sua
capacidade para os liderar quando após os fogos de Junho de 2017 e umas dezenas
de mortos no terreno, foi de férias para o sul de Espanha. E após os fogos de
Outubro, e mais umas dezenas de mortos no terreno, mostrou duas coisas; como
tinha aprendido bem a lição dos fogos de Junho e como, não querendo demitir a
Ministra da Administração Interna alegando que os problemas não se resolvem com
demissões, Marcelo o obrigou a fazê-lo passando-lhe um atestado de total
incompetência e lembrando-lhe muito oportunamente, o que as expressões dignidade e
incompetência significam…
Não há dúvida de que estamos
perante um grande líder e como os portugueses na sua proverbial sabedoria,
fazem bem em o considerar o melhor para desempenhar o lugar. A única coisa que
me preocupa é que já se passou a mesma coisa com Sócrates. Sócrates também foi
escolhido por duas vezes para Primeiro-Ministro pela clarividência dos
portugueses, também era, para além de um grande líder, pois claro, um “Menino
de Ouro” e pasme-se, um “Animal Feroz”!
Tudo isso, todas essas
designações grandiloquentes terminaram numa história sórdida e repelente sobre o seu
comportamento pessoal, numa ignóbil bancarrota e dívidas colossais para irmos
pagando nas próximas décadas; das PPPs às CMECS; do resgate dos bancos às
indemnizações do TGV e dos Swaps, e à própria dívida, que quase duplicou… ah, e
uma última coisa, António Costa foi braço direito de Sócrates durante muitos
anos e defendeu o seu Governo até ao fim, ainda há dias o reafirmou, convém não
esquecer…
Mas lá que estamos perante um
grande líder, lá isso, estamos... vergo-me respeitosamente ao grande Estadista
enquanto não lhe fazem um pedestal condigno onde irei em peregrinação após a
sua morte, morte política, bem entendido…
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