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«Seis meses depois dos incêndios: 49 vítimas mortais // 241 mil hectares de área ardida // 20629 agricultores afetados que se candidataram a apoios do Estado // 521 empresas afetadas // 768 estruturas empresariais afetadas // 275 milhões de euros em prejuízos empresarias, cerca de metade em empresas dos concelhos de Oliveira de Frades (74,9 milhões) e Oliveira do Hospital (57,2) // 4500 posto de trabalho afetados em 30 municípios // 1712 casas de primeira habitação afetadas, 1668 na região Centro e 44 no norte // 0 arguidos». Paragona do Jornal «i», 13/04/2018.
BALANÇO BREVE E OPORTUNO DA SEGUNDA PARTE DE DUAS TRAGÉDIAS, AMBAS IMPUNES…
Perante uma tragédia desta dimensão, há uma única pergunta a fazer: então o Governo não se demitiu?
Dir-me-ão: o Governo não teve culpa. Vejamos como António Costa teve imensa culpa e por vários motivos:
·        Enquanto Ministro da Administração Interna em Governos anteriores, acabou com os Guardas florestais e reestruturou a Protecção Civil, vimos o resultado em 2017 dessa reestruturação falhada…
 
·       Comprou 6 Kamov – embora aconselhado a comprar “CANADAIR”, aviões pesados com capacidade para lançar 5,443 litros de água e com (re)abastecimento em 10 segundos –  hoje todos completamente inoperacionais e de tecnologia obsoleta.

·        Adjudicou o SIRESP e anulou a facilidade de comunicação por satélite – o que teria evitado o colapso das comunicações por os cabos terem ardido – de uma inoperacionalidade assustadora durante os fogos e já com milhares de horas acumuladas em “panne” técnica.

·      Substituiu quadros na Protecção Civil por «boys» impreparados técnicamente, acto de uma irresponsabilidade confrangedora.

·        Foi de férias após os fogos de Junho. Acto de uma insensibilidade assustadora.

·        O seu Governo e as estruturas coadjuvantes ignoraram todos os avisos do que se previa em termos meteorológicos, nomeadamente do IPMA que previu e avisou que teríamos um dia terrível com condições muitíssimo adversas meterológicamente, como aconteceu.

·        Desactivou precipitadamente parte da estrutura de combate aos fogos.

·        Ignorou toda a ineficácia, erros e amadorismo  patentes já nos fogos de Junho, e não retirou ilações nem lições dos mesmos que poderiam obviar a nova tragédia.

·        Manteve uma Ministra completamente incompetente no lugar até Marcelo o obrigar a demiti-la.
Ainda não chega? De quem é a culpa? Minha (nossa) não é, seguramente! E como António Costa é o último responsável nesta cadeia de comando e há inúmeras decisões erradas que lhe são única e exclusivamente imputáveis, deveria ter-se demitido se tivesse um mínimo de dignidade e de sentido de responsabilidade, o que arrastava o Governo todo, mesmo que a maioria dos seus membros não tivessem tido culpa alguma.
Por muitíssimo menos, inúmeros Primeiros-Ministros se demitiram por esse mundo fora… o mais certo é terem chegado ao poder pela vontade popular, e isso não aconteceu cá e, claro, esse facto muda tudo e faz toda a diferença…

 

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