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«Pois, a mim, a Operação Marquês fez-me corar quando li, quando ouvi e quando vi. Corei de vergonha da nossa democracia, da política que finge que não se passa nada e do jornalismo ao retardador ou que não faz o seu trabalho para não atrapalhar a justiça». Ricardo Costa, jornal “Expresso”, 27/04/2018.
«Não se é menos culpado não fazendo o que se deve fazer do que fazendo o que não se deve fazer». Marco Aurélio.
A mim, também, e que resumo assim: a Operação Marquês é o inacreditável e o inimaginável tornados realidade; é o absurdo confirmado; é a corrupção ao mais alto nível perpetrada pela(s) élite(s) e por uma das mais importantes figuras do Estado e exposta à vista de todos como uma ferida  putrefacta; é o maior ataque à democracia e aos seus valores – justiça, equidade, equilíbrio, sensatez, decência – alguma vez esboçado, configurado, materializado e posto em prática; é a revolta do cidadão comum incrédulo e impotente para agir; é o inelutável fim de Sócrates e dos seus apoios; é a revolta no íntimo de muitos dos seus apoiantes; é também o fim da ingenuidade de muitos eleitores por os biltres terem ficado irremediavelmente desnudados e as máscaras terem caído, de vez.
Se ao menos tivéssemos aprendido a lição…
P.S. – por tudo o que se sabe, não é preciso que a condenação transite em julgado. Até podem arquivar o processo mas Sócrates (e os outros…) nunca poderá ser ilibado moral, política e éticamente pelo que fez, protagonizou e patrocinou. Não passa de um morto vivo; ‘RIP – rest in peace’… políticamente, bem entendido!
 
 

 

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