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«[…] para o PCP a questão não está numas décimas a mais ou a menos de défice, mas no facto de o governo estar a ir além dos objetivos que fixou e de o fazer "com prejuízo da resolução de problemas do país".». Jornal “DN”, 18/04/2018. 

«O dinheiro que temos é o instrumento da liberdade; aquele de que andamos atrás é o da servidão». Jean-Jacques Rousseau.  

É difícil compreender esta lógica do PCP e da esquerda em geral. Quanto menos défice houver, menos dívida haverá e se a dívida diminuir, diminuem os encargos com a mesma. Ora os encargos são o seu serviço, amortizações e os juros que temos que pagar e que podem subir da noite para o dia, logo, quanto menos juros pagarmos mais dinheiro sobra, aí sim, para investimento, seja ele, hospitais, escolas, estradas, lares, etc., etc.. 

O PCP faz-me lembrar aquele miúdo que quer comer o sorvete antes da sopa… e compreende-se, se o PCP decidisse – ele tem-no dito à exaustão – a dívida seria reestruturada unilateralmente e isso quereria dizer mais ou menos o seguinte; uma parte substancial da mesma não seria paga, a desgraça seria tal que, na melhor das hipóteses, nem haveria sopa, quanto mais sorvete… 

P.S. como diz Centeno, e muito bem: “não sobrou dinheiro, faltou menos dinheiro"… pelo que a esquerda quer distribuir o quê? Só se for o dinheiro que nos é  emprestado, o da servidão…

 

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