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«Não há, não pode haver um voltar atrás. Os resultados conquistados com a redução do défice nos últimos dois anos não podem ser “efémeros” ou colocados em risco, defende Mário Centeno, ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo, num texto de opinião publicado esta segunda-feira no “Público”.». Jornal “Expresso”, 09/04/2018. 

«Enquanto os rios correrem para o mar, os montes fizerem sombra aos vales e as estrelas fulgirem no firmamento, deve durar a recordação do benefício recebido na mente do homem reconhecido». Virgílio. 

Obrigado, Mário Centeno! Sinto que tenho obrigação de lhe agradecer. Todos lhe devemos estar muito gratos.  

Afinal de contas, Centeno conseguiu fazer aquilo que a Comissão Europeia queria que Portugal fizesse, que todos os que temos consciência da importância de ter o défice controlado e contas públicas sãs, queríamos, que Passos Coelho queria, que o Governo anterior lutou denodadamente por fazer e também queria e que era condição sine qua non para sairmos da situação aflitiva em que os socialistas nos colocaram em 2011. 

Só é pena que Centeno e os seus pares tenham criticado tão acérrima e àsperamente o anterior Governo – depois de herdar o país na falência por parte dos grandes e actuais amigos de Centeno – pelos seus esforços na prossecução dos mesmos objectivos! Só é triste, é mesmo um pouco revoltante, que o Bloco de Esquerda e o PCP, sempre prontos a atirar pedras ao mínimo deslize ou derrapagem do anterior Governo, estejam agora calados que nem ratos e mantenham esta aliança. E além de manterem, suportem este Governo com os seus votos na A.R., nunca é demais realçá-lo porque cada vez mais fazem oposição ao Governo que apoiam, o que não deixa de ser um ‘nonsense’ político nunca visto na Europa! Já o deviam ter denunciado há imenso tempo para serem coerentes com a sua ideologia e se manterem fiéis aos seus grandes objectivos: contra a Europa, contra Maastricht e contra o Euro e a sua disciplina e imposições correlativas: controlar o défice e manter as contas públicas em ordem! E já agora, baixar a dívida pública – coisa que ainda não se viu, excepto em intenções – que é quase uma consequência e um corolário do primeiro objectivo… 

É pena e tanta hipocrisia e falsidade são enjoativas e doentias! Acabo como comecei mas com uma pequena diferença, estendo os meus agradecimentos a mais entidades: obrigado, Partido Socialista, obrigado, Partido Comunista Português, obrigado, Bloco de Esquerda, obrigado, a essa coisa a que chamam os verdes, PEV, obrigado, PAN, ou a essa coisa que tem a ver com animais e que vagamente quer que os aceitemos à mesa – à mesa não, nos tapetes, nas alcatifas, nas tijoleiras, nos parquets, nos vestíbulos, nos terraços, e por aí fora – dos restaurantes.  

Alargo os meus agradecimentos a todos os intervenientes nesta façanha de que o povo português vai colher os benefícios, todos – todos, sem excepção! – merecedores da nossa imensíssima gratidão e reconhecimento…

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