«Não
acho que seja reprovável uma pessoa [Sócrates] viver com dinheiro emprestado de
outra […]». Arons de Carvalho, Jornal “Expresso”, 27/04/2018.
“Não
acredites nem nos que pedem emprestado, nem nos que emprestam; porque muitas
vezes perde-se o dinheiro e o amigo, e o empréstimo”. William Shakespeare.
Tem piada, eu também não, exemplifico;
se uma pessoa está desempregada, aflita, sem meios de subsistência e aceita
momentâneamente dinheiro emprestado por outrem e do qual faz o registo escrupuloso
dos créditos – não me parece condenável, é até razoável e aceitável.
Agora, quanto a Sócrates, creio que há
duas fases, por aquilo que se sabe, nos empréstimos recebidos por Sócrates:
Sócrates tinha um salário de Primeiro-Ministro, qualquer coisa como 5 a 6 mil
euros mensais naquela altura, mais ajudas de custo, mais deslocações e mais não
sei quantas mordomias, mas isso não o impediu – megalómano – de ainda quando
era Primeiro-Ministro aceitar empréstimos do seu amigo Carlos Santos Silva.
Depois, Sócrates saiu do Governo,
pediu um empréstimo de ca. de 120 mil euros à C.G.D, com o qual comprou um
Mercedes topo de gama, contratou um motorista e foi estudar para Paris. Durante
esse período, o Ministério Público acusa-o de ter gasto – espatifado é um verbo
mais apropriado! – dinheiro a rodos, cerca de 45 mil Euros por mês só num ano!
Acresce que não sabia quanto dinheiro o amigo lhe emprestou e esses
empréstimos, segundo e de novo o M.P., em numerário atingiram o montante colossal de um milhão e duzentos mil euros…
É preciso topete, será que Arons de Carvalho
leu os autos? Será que ele acha isto aceitável e não reprovável? Pelos vistos,
acha, mas só se for na Disneylândia… Arons de Carvalho deve estar a brincar é
que já há quem até no próprio PS não o aceite e o ache
reprovável, a sua colega Ana Gomes, por exemplo…
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