“Marques Mendes alinhou com a tese de que é
«estranho» nenhum dos estudantes ter colocado nenhuma questão ‘difícil’ [a
Sócrates]: «Podiam perguntar-lhe: o senhor acha normal que uma pessoa,
socialista, primeiro-ministro, ande a viver à grande e à francesa não tendo
recursos para isso?».”. Luís Claro, Jornal, «Sol», 1 de Abril de 2018.
«A falsidade é
susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira
de ser». Jean-Jacques Rousseau.
Sócrates
tornou-se numa náusea, é uma verdadeira praga que não nos larga – ainda
anteontem deu uma entrevista à TVI que tem o descaramento de o convidar para
tal; Sócrates é há muito um proscrito pelas provas irrefutáveis do que fez e isso
não precisa de transitar em julgado, é absolutamente repugnante e aviltante – e
que bem merecemos, afinal de contas, fomos nós, os eleitores, que o escolhemos
por duas vezes, parece-me, não foi assim?
Sócrates
aparece-nos quase todos os dias pela frente, não conseguimos evitá-lo e a frase
que cito em supra é paradigmática do enorme equívoco, autêntico embuste político
que Sócrates constituiu enquanto político socialista à frente de um partido
democrático que é um dos pilares da 3ª República portuguesa. Com efeito, como é
que se há-de chamar a um político que se comporta desta forma? Que viveu
burguesmente e que enchia a boca de socialismo e se condoía com a triste sorte
dos desvalidos e desfavorecidos? Dificilmente haverá algum político desde a 1º
República com um comportamento similar e
que raia a desfaçatez total. Então não há uma ética socialista que um político
na sua posição deveria respeitar e até, dar o exemplo? Para já não mencionar os
26 crimes de que está acusado e os milhões que alegadamente tem (tinha, porque
esses estão ‘congelados’, mais propriamente, arrestados) na Suíça…
fonte:
https://observador.pt/2017/10/11/jose-socrates-acusado-de-31-crimes/
E
depois, em termos de comparação, há os políticos da mesma família política, sérios,
decentes, mesmo exemplares, como Olaf Palm ou Willy Brandt, por exemplo. Sempre
que compararmos Sócrates com estes dois políticos da sua família política –
haveria muitos mais, naturalmente, mas estes chegam – é como reparar num pigmeu
no meio de gigantes, mas para tal, binóculos não chegam, é preciso telescópios
da última geração…
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