«Apoiar o Governo? Mas nós não apoiamos o Governo».
João Oliveira, líder parlamentar do PCP, «ECO economia on
line», 16/04/2017.
«Sol na eira e chuva no nabal», aforismo popular.
O descaramento de João Oliveira não só não tem limites,
como ultrapassa em cinismo e em hipocrisia alguma honestidade intelectual que
ainda pudesse subsistir no PCP.
Então o PCP não apoia o Governo? Se não apoia o
Governo por que motivo vota ao seu lado em tudo o que pode fazer cair o
Governo, como no Orçamento de Estado onde já o apoiou por 3 vezes, repito: 3
vezes?! E aposto que apesar deste crescendo de contestação e de crítica ao
Governo, vai apoiar, em Outubro na votação do próximo Orçamento para 2019 e último
da Geringonça, pela quarta e última vez também…
O PCP – que entretanto já deve ter decidido que salta
da Geringonça na primeira oportunidade ou, se não saltar desta, não entra numa
segunda edição, aprendeu com o susto das autárquicas – começou a endurecer o
discurso, deu ordens à CGTP para desencadear o máximo de manifestações, tantas greves
quanto possível para chegar às eleições sem mancha de pecado de ter apoiado
este governo que tem uma política de Economia e Finanças, no essencial, igual à
do Governo PSD/CDS, está agora claramente à vista de todos na polémica do
controle do défice…
É a verdadeira quadratura do círculo, apoia-se e
contesta-se simultaneamente o Governo, numa manifestação de falsidade e de
oportunismo que já se viu noutros tempos, também por parte do PCP acompanhado
do MDP/CDE, por altura dos primeiros Governos provisórios e que, pelos vistos,
fez escola e história…
Como é que se pode acreditar em João Oliveira? Podem,
os tansos, que há sempre em quantidade e qualidade, e os apaniguados e filiados,
cada vez menos, daquele tipo dos que embora não acreditem em milagres,
acreditam “nos amanhãs que cantam”, fenómeno idêntico e do mesmo grau de
dificuldade em explicar…
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