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«A única motivação ao longo da minha vida que encontro para a atividade política é essa: a vaidade», José Sócrates, jornal “Expresso”, 21/04/2018. 

“Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir”. Honoré de Balzac.
 
Imaginem só que entregámos – por duas vezes – os destinos deste País a um tipo, a um político que tem esta ideia elaborada, profunda e elevada sobre a política.  

Eu pensava que a política era uma actividade nobre, superior, em que uma pessoa dedicava o melhor do seu esforço intelectual e físico, por vezes com grande sacrifício pessoal, ao bem comum, à sociedade, ao colectivo, verifico que, segundo Sócrates, me enganei, não é assim, trata-se de motivos fúteis, menores, do foro pessoal e que, ainda por cima, tanto quanto sei desde a catequese – são pecado, a vaidade é um pecado capital…  

O verdadeiro retrato de Sócrates salta cá para fora todas as semanas. Alguém ainda se admira que o homem, imbuído destes ‘superiores’ interesses e instintos, tenha provocado e arrastado o País para uma ignóbil bancarrota? 

Eu não, então não diz a letra com a careta?

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