«A democracia nunca foi compatível com o capitalismo».
Boaventura Sousa Santos, parangona do jornal “i”, 23/04/2018.
«A democracia é a pior forma de governo, à exceção
de todos os outras já experimentados ao longo da história». Winston
Churchill.
B.B.S. não ignora que o conceito de
democracia surgiu na antiguidade, devemo-lo aos gregos e é uma forma superior
de nos governarmos prevalecendo a vontade das maiorias, respeitando as minorias
em cada momento e, importantíssimo, dando-nos a capacidade única de nos livrarmos de hipotéticas tiranias, se for o
caso, tudo isto numa sociedade em que existia a propriedade privada e, em certa
medida, também economia de mercado, mesmo que incipiente, pois já havia
mercados onde se transacionavam bens e se geravam mais valias.
A verdade é que Atenas não era uma
verdadeira democracia porque o direito de voto era restringido e,
consequentemente, negado a grande número de cidadãos. Seja como for, a
sociedade grega não era comunista, conceito e ideologia que só surgiu muitos
séculos depois, quando muito, seria comunitária e, neste caso, unicamente em
Esparta.
Uma afirmação como a de B.B.S.,
pressupõe que como a democracia não existe ou coexiste sequer com o
capitalismo, então, somos forçados a crer que só existe e só é compatível com o
socialismo por antinomia. Contudo, não deverá ser com o socialismo real, o
único e aquele que conhecemos demasiado bem, o da URSS e seus satélites, China,
Cuba e Coreia do Norte – últimamente, um excelente exemplo é a Venezuela – para
citar só os principais, é que democracia nesses países, nem uma réstia havia, o que existia
com fartura era: totalitarismo, despotismo, cleptocracia, tirania, brutalidade e
ditadura feroz, tudo nos antípodas da democracia…
É por isso que esta máxima de B.B.S., aliás como muitas
outras similares que tem proferido, vai ficar nos anais não só do sectarismo
político, mas do anedotário nacional…
Inteiramente de acordo. A democracia é compatível com o capital; uma única incompatibilidade que existe na nossa democracia é a admissão de partidos de ideologia marxista, que são antidemocráticos e anti-capital. Quando a nossa Constituição proibir partidos de ideologia marxista (como já proíbe, e bem, partidos de ideologia fascista, que são antidemocráticos), então a nossa democracia será perfeita.
ResponderEliminarCésar, ainda bem que está de acordo comigo. Discordo que os partidos comunistas devam ser proibidos, a democracia é suficientemente forte e superior para os acomodar, aliás, Portugal deve ser o único país onde eles ainda detêm 8,25% dos votos dos portugueses, mas já tiveram mais do dobro... e não fosse a bancarrota que o PS infligiu ao país em 2011, esse números seriam agora bem menores... é só uma questão de tempo e, sobretudo, de desenvolvimento económico-social que os remeterá, inelutavelmente, para a irrelevância como aconteceu um pouco por toda a Europa...
ResponderEliminarEu considero que os partidos marxistas ( pondo de parte a hipótese pouco provável de tomarem o poder pelo voto dos apoiantes ) ocupam um espaço que pode ser ocupado, com vantagem, por partidos não marxistas próximos dos trabalhadores. Não há actualmente um partido não marxista que faça inteira justiça aos trabalhadores. O marxismo é uma ideologia que pretende explicar tudo, o que é impossível, por isso está cheio de erros como qualquer sistema filosófico que pretenda explicar tudo. Deixemos o seu ensino às Universidades onde se aprende a história da Filosofia e retiremos-lo da Política.
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