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«”Portugal está disponível para aumentar a sua contribuição e apoia a criação de novos recursos próprios”, através de novos impostos». António Costa no Parlamento Europeu, Jornal «Expresso», 15/03/2018. 
«Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça». Georges Clemenceau.
Longe vão os tempos em que a social-democracia – a par com a Democracia Cristã – construiu e ajudou a construir na Europa o Estado Social. O mesmo correspondeu a um período de grande desenvolvimento económico e progresso, a Europa tinha ficado em escombros após a 2ª Guerra Mundial.
Nessa época não faltaram recursos económicos que possibilitaram uma razoável redistribuição dos mesmos e, de facto, a construção de países mais justos socialmente e onde se podia viver melhor, com mais educação, mais saúde, mais bem-estar e riqueza, na antítese do modelo soviético; de penúria generalizada e de supressão completa da liberdade por meio de  ditaduras ferozes, quer na URSS, quer nos seus satélites, completamente incapazes de concorrer com a social-democracia.
A social-democracia entrou em refluxo a partir do momento em que deixou de fruir de recursos económicos crescentes, como até aí. É este fenómeno que explica principalmente – a par da globalização e imigração – a perda de influência dos partidos socialistas um pouco por toda a Europa: na Grécia, o PASOK, na Espanha, o PSOE, na Alemanha, o SPD, em França, o PSF, e os partidos congéneres na Finlândia, Holanda, Áustria, Hungria, Polónia e agora o PD, na Itália.
O socialismo, por vontade dos povos europeus, foi varrido democráticamente da Europa…
Quanto a Portugal, sempre atrasado em tudo, para além dos socialistas estarem impantes – a fruir as bases do progresso preparado com imensos sacrifícios pelos outros; Governo do PSD/CDS – vão de vento em pôpa, o que lhes permite fazer aquilo que melhor sabem fazer: esbanjar dinheiro, atirar o país para a bancarrota e, não contentes com estas façanhas, aumentar impostos como sempre fazem!
Socialismo é sempre sinónimo de novos impostos! Única forma que têm de satisfazer clientelas para se manterem no poder. Portugal é, nesse particular, um excelente e acabado exemplo...
E aí está o discurso de Costa no Parlamento Europeu – para quem tivesse dúvidas – a prová-lo e a comprová-lo…
 

 
 

 

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