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«Não é a Rússia que garante a nossa segurança se tivermos algum problema». Paulo Rangel, Jornal «Expresso», 28/03/2018. 

«Até ontem à noite, 160 diplomatas russos já tinham sido expulsos de 26 países em todo o mundo, mas não de Portugal […], Jornal «Expresso-Curto», 28/0372018. 

Num simples parágrafo, Rangel resumiu inteligentemente o cerne da questão. Não, não é a Rússia, evidentemente. A Rússia é uma cleptocracia governada por um ex-quadro soviético do KGB, um autocrata que odeia a democracia ocidental e os seus valores, nomeadamente o respeito pelo homem, coisas que ele desconsidera sistemáticamente. É o Ocidente, e acima de tudo a Nato e os nossos aliados ocidentais que há muito garantem a nossa defesa! E alguém tem dúvidas do verdadeiro ódio – desde sempre manifestado – à Nato, à Europa e ao Ocidente e aos seus valores pelo PCP e, mais tardiamente, pelo BE? 

Santos Silva põe Portugal em bicos de pés, somos um pigmeu no meio de gigantes, no meio dos 26 países que já agiram ostensivamente contra a Rússia mas, segundo o MNE, temos a pretensão de manter o diálogo e não quebrar pontes, que é como quem diz, dar a mão à Rússia e ao gueto em que se meteu políticamente… 

Percebe-se demasiadamente bem a posição deste Governo, é tão óbvia, tão fruto de ‘engagement’ e compromisso políticos com os seus parceiros de extrema-esquerda e de Geringonça. É pena porque o PS foi um caso particular e paradigmático de credor da ajuda e solidariedade ocidental, sobretudo da Alemanha, com Willy Brandt, da Suécia, com Olaf Palm, e dos EUA, com Kissinger, corria o ano de 1975 e o PS estava empenhado na sua sobrevivência política e lutava por ela todos os dias contra o PCP, aliados militares e a asfixia permanente do PREC… em 2018 – quando os amigos precisaram de solidariedade – o PS esqueceu-se dessa dívida de gratidão. 

Com esta atitude, fica isolado e numa posição de vendido, de fazer fretes aos seus parceiros de Governo em detrimento do interesse nacional, e logo numa área vital, como a defesa. Ah… e também fica desacreditado junto dos seus aliados que o ajudaram quando mais precisou… 

Bem feito, para aprender a não brincar às Geringonças e por se aliar a amigos em quem não se pode nem fiar, nem confiar, muito menos amancebar e juntar trapos… 

P.S. – chamar o embaixador para consultas não é o mesmo que expulsar. E Marcelo, mais uma vez, anda com o Governo ao colo e cauciona os seus erros de palmatória, afirmo sem réstia de diplomacia…

 

 

 

 

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