«Incêndios de Outubro: Protecção civil
pediu meios que o Governo não autorizou; Técnicos criticam desmobilização de
meios e desvalorização de alerta do IPMA; Muito do que aconteceu em Pedrógão
repetiu-se em Outubro.» Jornal «DN»,
21/03/2018.
«De erro em erro, vai-se descobrindo toda a verdade». Sigmund
Freud.
O relatório da Comissão Independente sobre os incêndios no
verão passado, relata a verdadeira catástrofe e os seus meandros, e põe a nu a
total incompetência do Governo e a sua incontornável responsabilidade nestes
infaustos acontecimentos bem como das estruturas que dependem do mesmo,
nomeadamente, a protecção Civil.
Há um rol enorme de factos que responsabilizam António
Costa e o seu Governo, cito os principais:
1.
A montante, toda a
acção de Costa nos anos em que foi Ministro da Administração Interna e as suas
escolhas e decisões erradas: SIRESP, helicópteros KAMOV e, gravíssimo, ter
acabado com os guardas florestais.
2.
Nomeação de ‘boys’ –
completamente impreparados – para a Protecção Civil pouco tempo antes de a
época de fogos começar, decapitando as estruturas de pessoas competentes e com
provas dadas.
3.
Desmobilização
precipitada – fase Delta, de menor prontidão – de meios em 1 de Outubro e
desvalorização dos alertas do IPMA – Instituto Português do
Mar e da Atmosfera.
4.
Entre Março e
Outubro, o executivo chumbou total ou parcialmente os sete pedidos apresentados
pela Autoridade Nacional de Proteção Civil para que houvesse mais aviões e
bombeiros no terreno. (Fonte: https://observador.pt/2018/03/21/incendios-governo-recusou-sete-pedidos-de-reforco-de-meios/).
5.
Manutenção até ao
limite no cargo de Ministra da Administração Interna, de uma pessoa
completamente impreparada e incompetente para as exigências do cargo, quer no
Gabinete, quer no terreno.
6.
A maior parte das
pessoas que pereceram na catástrofe – algumas a dormir – foram completamente
abandonadas e entregues à sua sorte devido ao falhanço completo e irremediável
do Estado em as proteger e da entidade que actua em seu nome: o Governo.
7.
Houve incapacidade
manifesta de aprender com os erros dos incêndios de Junho e de os corrigir
atempada e eficazmente.
8.
Até o Pinhal de
Leiria – plantado no século XIII – ardeu devastadoramente em 80% da sua área, à
guarda e sob a responsabilidade de organismos oficiais cujo Governo tutela.
Nem vale a pena relevar as férias do P.M. logo após a
tragédia de Junho e das dezenas de mortos no terreno, como prova de total
insensibilidade daquilo que um P.M., que ainda por cima se diz socialista,
deveria ter feito; ido para o terreno sem hesitações e por lá ficar a coordenar,
ordenar, organizar e a consolar as pessoas, como, aliás, Marcelo fez e muito
bem – férias é que nunca! É gozar com as vitimas e familiares.
Enganam-se os que pensam que isto é uma questão
partidária, é muito mais profundo do que isso; por todo este rol de horrores e
incompetência, qualquer Governo decente, com dignidade e sentido de Estado e da sua enorme
quota de responsabilidade – só tinha um caminho: a DEMISSÃO! Único acto probo
que poderia minimizar os seus falhanços clamorosos e a sua responsabilidade
nesta hecatombe e provação nacionais cujo balanço foram 114 mortos no terreno!
Mas isso é para outro tipo de gente… gente com brio e coluna vertebral, não é
para gente que chegou ao Governo da maneira como esta o fez!
E se o Governo abandona a população desta forma e não tem
a hombridade de se demitir – o que mais é preciso para os portugueses
abandonarem este Governo que não escolheram, feito nas suas costas e que é
fruto de negociatas de Directórios na maior das opacidades, na maior das
indignidades e na antítese da exigência de transparência de uma democracia
digna desse nome?
Este é o Governo mais incompetente que nos governa e
ombreia bem com esse outro também de má memória: o de José Sócrates!
O que estamos à espera para nos livrarmos dele?
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