«Foi Feliciano Barreiras Duarte que demitiu
Feliciano Barreiras Duarte. Foi Feliciano que inseriu uma mentira no seu
currículo durante dez anos e que depois enviou esse currículo a um órgão de
imprensa». Sebastião Bugalho, Jornal «Sol», 24/03/2018.
Confesso
que tenho muita dificuldade em perceber que um político, um homem que tem
pretensões a governar o povo, a res publica – o que por definição pressupõe ou
devia pressupor entre outras qualidades, integridade absoluta e acima de
qualquer suspeita – possa cometer uma fraude deste teor e possa ter cometido
erros tão primários ao ponto de não ter entendido a vulnerabilidade a que ficou
sujeito – bastou um simples telefonema para a Universidade em questão para o
seu C.V. e a sua honorabilidade pessoal ficarem reduzidos a fanicos. Ah… e a
propósito, o seu futuro político também…
Estes
casos fazem-me sempre lembrar Sócrates que acabou por ver a Ordem dos
Engenheiros negar-lhe o título de engenheiro nos seguintes termos:
“Nos termos da alínea b), do nº 2, do Art. 4º, do Estatuto da
Ordem dos Engenheiros (lei 123/2015, de 2 de Setembro), cabe a esta associação
profissional atribuir, em exclusivo, o título profissional de Engenheiro. O ex
primeiro-ministro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não está, nem nunca
esteve, inscrito na Ordem dos Engenheiros”, Fonte:
A
moral da história é simples: hoje em dia quase toda gente tem uma licenciatura
e se não tem, não vale a pena falsificá-la até porque desde Sócrates – como se
comprova pelo comunicado da ordem dos Engenheiros que citei – isso deixou de
ser possível…
Barreiras
Duarte foi tão 'visiting scholar' na Universidade de Berkeley como Sócrates é engenheiro certificado pela Ordem dos
Engenheiros, ou como eu sou espírita errante no espaço interestelar e comunico
com o Além e encarno ou reencarno o Imaterial…
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