«Carga
fiscal atinge valor mais alto em pelo menos 22 anos». Jornal «Negócios», 27/03/2018.
«Ao contrário do que previa o Governo, a carga
fiscal subiu em 2017 para o valor mais elevado desde, pelo
menos, 1995: 37% do PIB, explica o Diário de Notícias. Em 2016 havia sido de
36,6%. Nos dois anos o governo disse que desceria. Nos dois anos subiu. Em
valor, não há dúvidas: nunca pagámos tantos impostos como hoje».
Jornal »Expresso-Curto», 28/03/2018.
Estas
duas notícias que transcrevi de jornais diferentes, são paradigmáticas e
elucidativas e dão-nos o "l'air du temps"...
Temos,
portanto, esta realidade e menos um trunfo para a Geringonça brandir, afinal, a
austeridade ‘acabou’ mas a carga fiscal – contrariamente ao que afirmavam à
boca cheia – continua a subir imparável, o que é muito estranho…
A
este revés é preciso juntar o do ‘défice mais baixo da democracia’: é mentira,
em 2017, com o efeito CGD, passou a ser de 3%, ou seja, quando tínhamos o
Governo PSD/CDS, achavam muito bem que os resgates dos bancos fossem ao défice
– cada fracasso do anterior Governo era bem-vindo – agora que é com eles e com
os amiguinhos que serviram e financiaram, é mais correcto, já não acham! O PS e
o os seus Governos não se livram de serem os grandes resgatadores de bancos:
BPN; BPP; BANIF, CGD e, para já, a intenção ínvia de resgatar o Montepio… e se Sócrates
ainda lá estivesse, quem sabe se o BES não teria sido resgatado, à nossa custa,
pois claro…
E
dissolveram a Comissão Parlamentar de
Inquérito à CGD, antes de terem de cumprir a ordem do Tribunal Constitucional
de divulgação aos membros desta Comissão das negociatas e dos financiamentos –
à trouxe-mouxe – sem garantias feitas no tempo de Santos Ferreira e Armando
Vara, por exemplo. Um dos maiores escândalos da democracia com o aval e
beneplácito dos justiceiros do costume; BE e PCP (mas só quando oposição), a
acolitarem o PS nessa desdita.
Acresce
que, apesar de não ser economista, ninguém me consegue convencer que o resgate
do BANIF, feito à pressa, atabalhoadamente 15 dias antes do fim de 2015, teve
como um dos objectivos principais evitar que Portugal saísse do Procedimento por Défice Excessivo ainda
em 2015, o que seria mérito, portanto, do Governo PSD/CDS. Mas isso é que não
podia ser de maneira nenhuma – um Governo de ‘malvados’ – esses louros teriam
que ficar com a Geringonça… Sem o resgate do BANIF decidido pela Geringonça, o
défice teria ficado em 2,9% quando esse mesmo Governo tinha herdado 11,2% de
défice em 2010 e, mesmo assim, conseguiu baixá-lo para 2,9%! Isto sim, foi um
feito notável…
E
não deixa de ser curioso que as cativações feitas ao longo do ano permitiram
que o défice ficasse exactamente nos 3%, limite máximo permitido sem sanções
nem, de novo, Procedimento por Défice
Excessivo, enquanto o BE e o PCP dizem que era possível ter ido mais além
no défice – devem estar a brincar connosco! Também é verdade que como cúmplices
destas jogadas todas não teriam nada de importante a dizer… Centeno e parceiros
da Geringonça julgam que estão a lidar com lorpas e parolos…
São
fulanos desta qualidade e que actuam com esta lisura que nos (des)governam!
Continuem a mantê-los lá, depois não se queixem…
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