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«Rui Rio tem de afrontar o PS, não tem de fazer acordos», Miguel Albuquerque, parangona do Jornal «DN», 15/02/2017.
«A coragem conduz às estrelas, e o medo à morte». Séneca.
Diz Miguel Albuquerque e diz muito bem, é do interesse nacional e há que ter coragem para o fazer. É a única estratégia que faz sentido e a única possível sob o risco de o PSD se tornar uma muleta do PS ao estilo MPD/CDE em relação ao PCP, substituído hoje por aquela coisa a que chamam os Verdes. O PCP é um partido que precisa sempre de muletas para disfarçar as suas fragilidades eleitorais, o escasso apoio que recolhe junto do povo português, nas últimas eleições, coligado, claro, obteve uns míseros 8,25%! Se concorresse sózinho, seriam menos ainda… assim, fica a dúvida…
Assim como é do interesse nacional desalojar quer o PS do poder, quer os partidos fossilizados que o acompanham, uma vez que o PS não consegue governar sózinho e quando conseguiu – Sócrates obteve a única maioria do PS em 2005 – o resultado foi a bancarrota de 2011. Não pode haver outra estratégia senão a do afrontamento – o que quer dizer, coragem para a empreender e luta sem tréguas ao PS e à Geringonça.
A Geringonça é uma obsolescência, uma esclerose agravada, uma aliança contra-natura por ser firmada entre um partido genuinamente democrático, o PS, e partidos de vocação totalitária, o BE e o PCP; absurda porque, no essencial, uma aliança com partidos comunistas significa fortalece-los, dar-lhes a mão, alento e vigor aos seus objectivos últimos – a implantação do comunismo – e o comunismo fracassou em todo o lado onde foi experimentado – para além dos horrores que gerou onde foi poder: ditaduras horrendas como a Coreia do Norte, repressão brutal, polícia política feroz, supressão de liberdades cívicas e do Estado de Direito; criação de Gulags ou similares, institucionalização do Estado totalitário e regressão civilizacional brutal – está a fracassar na Venezuela e a destruir o País. Onde chega ao poder, provoca sempre os mesmos efeitos e resultados catastróficos.
Eu confesso que tenho dificuldade em perceber uma coisa destas, uma aliança deste teor. Só mesmo um ‘predestinado’, um ‘iluminado’, um ‘ungido’, um oportunista como António Costa poderia ser o autor desta aliança espúria e desta façanha lamentável.
E como não devo ser o único, talvez António Costa nos consiga explicar…

 

Comentários

  1. Discordo em absoluto com a afirmação do Miguel Albuquerque. Ele queria dizer "enfrentar" e não "afrontar" que é enfrentar com afronta. Os partidos, em nome da sã convivência democrática, devem evitar causar afronta uns aos outros.

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    1. César, agora é a minha vez de não estar de acordo consigo e de concordar com Miguel Albuquerque. Com efeito, acho que ele queria dizer mesmo afrontar e não enfrentar… explico-me: decorre do facto de o PSD ser um partido político, enfrentar os outros partidos num sentido de luta política, enfrentar um adversário… acontece que o PS deve ser afrontado, no sentido de importunar e envergonhar. E Miguel Albuquerque deve estar a pensar nos legados do PS ao País, aos portugueses: o pântano com Guterres em 2001, e a bancarrota com Sócrates em 2011. É muita asneira grave em tão pouco tempo, imperdoável!
      Na minha modesta opinião, AFRONTAR é pouco, o PS devia ser OSTRACIZADO pelos portugueses pelas malfeitorias que nos tem feito, já não por meio da pedra metida no cesto, como na antiga Grécia, mas por meio do voto… bem entendido…



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    2. O Rui saiu em defesa de um companheiro de ideologia (pelo menos pode-se considerar que estão do mesmo lado do espectro político) o que é compreensível. Mas eu não neguei que a intenção fosse boa, e só chamei a atenção para o uso inapropriado de uma palavra. Acho que nem o próprio se poderia considerar ofendido por essa chamada de atenção. Com toda a consideração.

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    3. Há muito que deixei de ser social-democrata… mas se não estou à esquerda no espectro político, só posso estar ou ao centro, ou à direita, uma coisa sei, não estou, de maneira nenhuma com este PS, considero-o e às suas políticas demagógicas e populistas de cada vez que está no poder, o principal entrave a que o País avance… então agora, amarrado aos comunistas, ainda pior…
      A intenção em política, se não houver hipocrisia, é sempre boa… até os comunistas, coitaditos, pobres crentes, estão convencidos que vão criar o Paraíso na terra… acontece que criam sempre o Inferno…
      Neste caso, reafirmo que o termo me parece completamente apropriado. Ninguém aqui fica ofendido, como sói dizer-se: cada cabeça cada sentença…

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  2. Não vou esgrimir argumentos políticos com o Rui. Nunca o fizemos. As minhas considerações situam-se no domínio das relações entre os partidos, independentemente das suas políticas e não se aplicam a nós que não somos nem representamos partidos. Mas o Miguel Albuquerque é um partido, é o PSD, daí o reparo que fiz à afirmação dele. Tenho uma certa ideia de como as relações entre partidos se devem processar e tenho reparos a fazer a todos o partidos da Assembleia da República, sem excepção.

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    1. César, eu limito-me a responder aos seus argumentos, acho muito bem que os exprima. Se eu escrevo um texto e o público no meu blog, tenho a obrigação de o defender e aos pontos de vista que nele exprimi e defendi, é isso que faço. Naturalmente que lhe dou todo o direito de fazer os reparos que entender, dos partidos aos meus textos...

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  3. Eu nunca fiz reparo aos seus textos políticos porque não me considero um político, dado a lutas políticas. Sou essencialmente um democrata que ficou contente com o 25 de Abril. Só sou político na altura de votar.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Mas pode fazer…
      E acho muito bem o seu posicionamento. Respondi-lhe cordial e civilizadamente, como sempre faço.. Eu por mim, sem ser político e como fico indignado com a incompetência, incoerência e com as vilanias que muitos políticos cometem connosco e com o País – veja-se Sócrates, por exemplo, o maior… – vou continuar a escrevinhar estes textos toscos no meu blog e depois no Face Book... a atentar no número de pessoas que me leem, só ontem foram 60 no blog, e desde que o criei, no início de Junho, cerca de 9.600 - o que me leva a crer que tenho alguma repercussão no que escrevo e alguns leitores fiéis que indiciam apreciar o que escrevo. Outros, seguramente, terão uma perspectiva crítica, o que não tem nenhum problem, é até saudável….

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  4. Tenho uma teoria que explica o facto de Miguel Albuquerque ter usado a palavra "afrontar" em vez de "enfrentar". É influência do Francês porque "affronter" é uma palavra francesa que significa "enfrentar"; vem de "front" que significa "frente".
    Quanto aos seus números, eles confirmam o que eu pensava. É que o Rui tem uma audiência mais politizada que a minha e é por isso que a prefiro para a minha campanha anti-Trump. É por isso que publico na sua cronologia do Facebook algumas notícias contra o Trump.

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    1. Não perco tempo com etimologias, quanto a mim, é imperioso afrontar, contestar, vencer e derrotar frontalmente o PS, o partido da bancarrota! Quanto ao uso que faz da minha cronologia para propagar as suas ideias anti-Trump:
      “Suit yourself”!

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