QUEM É QUE DISSE QUE A AUSTERIDADE ACABOU?
«Em dois anos, o Ministério das Finanças cortou €5300 milhões na
despesa face ao que estava orçamentado. Os cortes foram feitos à custa do investimento
(menos €2300 milhões), dos subsídios (menos €920 milhões), das transferências
correntes (menos €860 milhões), da aquisição de bens e serviços (menos €273
milhões) e ainda de outras despesa correntes (menos €1200 milhões)». João
Duque, Jornal «Expresso-Economia», 3/02/2018.
É impossível ler este parágrafo e
afirmar que a austeridade acabou! Estamos perante um conjunto de ‘manobras’ que
nenhum Governo do centro-direita poderia levar a cabo pois cairia o Carmo e a
Trindade, as carpideiras do costume exauririam as lágrimas e rasgariam as
vestes, assistiríamos compungidos a cenas de histerismo colectivo; os
sindicatos convocariam greves nacionais e apelariam à indignação dos cidadãos, fariam
manifestações à porta do Ministério das Finanças e exigiriam demissão imediata
do Ministro das Finanças, rumariam depois à residência oficial do
Primeiro-Ministro, revoltados… tudo em prol do fim dos cortes e das cativações
no Orçamento do Estado e pela lisura de execução do mesmo!
Acresce que diriam que o Governo
tinha uma única preocupação: poupar para entregar de mão beijada dinheiro aos
grandes grupos económicos…
É por isso que este milagre
económico me não convence, sobretudo com a dívida pública a continuar a subir
sempre… e o crescimento ocupar a 24ª posição em 28 países na Europa.
Agora, reconheço que sempre achei António
Costa um político oportunista e medíocre, mas dou o braço a torcer, o homem é
também um excelente prestidigitador – como nunca se viu – como se comprova com
todos estes malabarismos nos Orçamentos de Estado e é como: “no pasa nada”!
Então e o PCP, e o BE não
protestam, não dizem nada? Contava com eles e com a sua solidariedade activa porque
penso que neste caso, tenho razão e eles sempre foram paladinos da verdade...
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