«Há mais 10 mil funcionários
públicos em dois anos de “geringonça”. As estatísticas publicadas esta quinta-feira mostram que no ano passado o
número de funcionários públicos na administração pública aumentou em cerca de
5,5 mil, uma subida idêntica à de 2016». ECO – economia online, 16/02/2018.
«Há algo de podre no reino da Dinamarca». Shakespeare.
Para
além do aumento nestes dois últimos anos, é preciso uma visão mais abrangente
da situação… As contas são simples de fazer; a Função Pública é a melhor
coutada eleitoral da esquerda. Grosso modo, com Sócrates, atingimos o número
máximo de funcionários públicos em 2011: 727.805, ou seja, com a esquerda a
governar e o seu populismo tão típico. Com Passos Coelho, 629.123, quer isto
dizer que a direita foi obrigada pela Troika a reduzir estes números em 98.682,
por o rácio número de servidores do Estado/habitantes, ser excessivo.
Agora
caminhamos para o mesmo…
Vejamos
quanto é que isto custa:
Hoje
sabemos que o salário médio de um funcionário público é de 1.686€. Fonte:
jornal «DN», 16/11/2017. (https://www.dn.pt/dinheiro/interior/funcionarios-publicos-ganham-mais-500-euros-do-que-os-do-privado-8920660.html).
Portanto,
fazendo uma conta muito singela, temos cerca de 10.000 x 1.686 = 16.860.000M€
mensais X 14 salários ano, é igual a
cerca de 236 milhões de euros anuais.
É
este o agravamento que a Geringonça trouxe ao orçamento Geral do Estado desde
já e que, como é óbvio, não vai ficar por aqui, estão a entrar os precários aos
milhares…
Não
obstante, faltam médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar nos hospitais. Por
outro lado, o maior número de funcionários públicos é constituído por
professores e o número de alunos, com a regressão demográfica, não pára de
diminuir mas os professores não param de aumentar…
Compreendemos
como o Estado virou uma agência de empregos e como a Geringonça não se propõe
resolver nenhum dos problemas de fundo da sociedade portuguesa – como nos
hospitais, por exemplo – excepto com a ajuda inestimável da Frente Comum dos
Sindicatos da Função Pública, agravá-los com uma política clientelar e de
facção que não serve nem o País, nem os portugueses… As 35 horas semanais
também não ajudaram nada, só criam a necessidade de mais contratações, é
comparar com o que se trabalha no sector privado…
É
por isso que em 2019, seria bom mandar a Geringonça para o desemprego, de
preferência, de muito longa duração, e como castigo pelas vilanias que está a
cometer, sem subsídio de desemprego nem rendimento mínimo ou social de inserção…
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