«Vivemos há dois anos num clima de pura dissimulação que tem feito
maravilhas pelo PS nas sondagens. A esquerda finge que a página da austeridade
foi virada. […] O país finge que os seus problemas foram resolvidos. […] É
ainda mais natural que António Costa não tenha qualquer interesse em trocar de
par». João Miguel Tavares, Jornal «Público», 27/01/2018.
«Não é difícil morrer nesta vida: viver é muito mais difícil». Vladimir Maiakovski.
O PS e o seu Governo fingem que
são competentes, já assistimos a isso antes e o trocar de par não vai depender
só do PS. No limite, o PCP vai decidir se a Geringonça continua ou não. Sem o
PCP só poderá haver uma Geringonça manca, menos forte e menos abrangente e sem o
importantíssimo domínio sindical. Tudo depende da leitura que o PCP fizer (já começou
a fazer neste momento) na altura:
·
Renovar a Geringonça e correr o risco de uma
irrelevância acentuada e danificando a sua imagem de marca, dura, inflexível, combativa,
ortodoxa, ‘pura’, Estalinista que tem sofrido bastante desde 2015.
·
Ficar de fora, combatê-la e por essa via
acentuar o isolamento e a marginalização e caminhar também para a irrelevância
a exemplo de todos os seus congéneres europeus.
É como um homem condenado à morte
que pode escolher entre uma morte súbita, por meio de enforcamento ou de fazer
hara-kiri com uma adaga, por exemplo; ou preferir uma morte mais lenta e,
sobretudo, mais aceitável, mais discreta, como a ministrada pela assimilação de
um pouco de veneno todos os dias, demora mais tempo mas é letal na mesma…
Os comunistas dirão que o anúncio
da morte do PCP é manifestamente exagerado…
Na altura, por toda a Europa onde
os Partidos Comunistas morreram e desapareceram disseram o mesmo…
A vida está tão difícil…
Comentários
Enviar um comentário