«Por que Diabo (lá esta ele) quereria um populista que se
«arrepia ao ouvir falar em reformas estruturais» (Costa) governar o país com um
tecnocrata que só fala em «reformas estruturais» (Rio)?».
Sebastião Bugalho, Jornal «Sol», 21/01/2017.
«Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre
do hipócrita». Confúcio.
Eu só acrescentaria, foge igualmente do
oportunista, entre um hipócrita e um oportunista, venha o diabo e escolha!
Não sei se Bugalho tem razão, ou seja, se Costa
não se alia a Rio porque este exigiria reformas cuja implementação lhe custaria o poder, Costa
é acima de tudo um oportunista e já o provou abundantemente, e todo o oportunista
é populista – a ideologia é o que menos interessa, o poder é que conta – haverá alguma coisa mais oportunista do que o
populismo? Só se for o ladrão, daí o ditado popular: «a ocasião faz o ladrão»!
Parafraseando o aforismo popular poder-se-ia
dizer: a necessidade também faz o populista! De facto, Costa se não tivesse
perdido as eleições não se aliaria à extrema-esquerda… é que ele não o fez por convicção
– ninguém no seu perfeito juízo em 2015 se podia aliar a partidos que preconizavam
soluções para o país como as implementadas em Cuba e na Venezuela, não há
exemplo de um único partido comunista que tivesse tido êxito na sua demanda da
felicidade para os povos que governaram e subjugaram, ou não fosse o comunismo
o maior flop da história da humanidade – mas por puro, irresistível e
indisfarçável oportunismo!
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