«Lula da Silva foi condenado em segunda instância no Caso
Tríplex, desdobramento da Operação Lava-Jato, pelo colectivo de três juízes do
Tribunal Regional de Porto Alegre». Jornal «DN», 25/01/2017.
«Três coisas devem ser feitas por um juiz: ouvir atentamente,
considerar sobriamente e decidir imparcialmente».
Sócrates.
O princípio de Sócrates não foi cumprido, alguém o
pode afirmar com segurança?
O que verdadeiramente impressiona neste caso é o
seguinte: primeiro, trata-se de uma sentença de um tribunal de 1ª instância.
Depois, a sentença foi reconfirmada e agravada de nove anos e meio para doze
anos e um mês, num Tribunal da Relação por unanimidade dos três juízes.
Finalmente, por que motivo a justiça brasileira (a
nossa é melhor?) e a sentença são abertamente contestadas neste caso por toda a
esquerda? Porque Lula da Silva foi operário metalúrgico, provem de um sindicato
operário e a sua condenação corresponde ao desfazer do mito, ao esboroar da
pretensa superioridade moral de um líder de esquerda do Partido dos
Trabalhadores, avesso à corrupção e ao vil metal e imune ao capitalismo e aos
seus vícios e encantos!
Afinal, não é bem assim, o homem aparentemente é
venal como qualquer outro! Ora bolas!
Se o homem fosse de direita e fosse alvo da mesma
sentença, diriam substituindo-se à justiça: «Tá legal»…
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