«Isabel do Carmo foi militante do Partido Comunista
Português. Fundou com Carlos Antunes, em 1970, as Brigadas Revolucionárias, uma
das primeiras organizações políticas em Portugal a defender as ações armadas
contra a ditadura fascista». Jornal «i», 20/01/2017.
«O último conselheiro do homem privado de toda a virtude é o
crime». Ugo Foscolo.
Diz ainda na mesma entrevista, o seguinte: «não podemos matar ninguém, mesmo que seja
o nosso maior inimigo. Eu nunca pus essa hipótese na minha vida!».
Então, se é assim como diz, para que raio criou
uma organização política cujo fim último era a acção armada como meio para
derrubar o regime? Só se a mulher pensasse que as acções armadas eram
inofensivas, inócuas e insusceptíveis de letalidade…
Alguém agora pode acreditar numa falácia destas,
pensa que está a lidar com tansos?
Com dirigentes destes a luta armada, pelo menos
em teoria, não ia longe…
Mas foi bem longe, longe de mais! Similarmente,
Otelo criou as «FP-25» que «foram «responsáveis pelo assassinato de 17 pessoas
nos anos 80, incluíndo o Director-Geral dos Serviços Prisionais, Gaspar Castelo
Branco, assassinado a tiro a 15 de Fevereiro de 1986». (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Otelo_Saraiva_de_Carvalho).
O que resta destas organizações e destes
dirigentes? A Isabel do Carmo dá entrevistas a dizer que nunca teve intenção de
matar; não sei o que é feito do Otelo? Mas parece que anda por aí de cabeça
erguida e que goza tranquilamente a sua reforma…
Quer Isabel do Carmo, quer Otelo, ambos
imensamente respeitáveis e creio não exagerar se disser que ainda há por aí muita gente que os admira…
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