«Álvaro Santos Pereira foi escolhido para liderar o
Departamento de Economia da OCDE [...] será responsável por definir as orientações estratégicas da OCDE
e por assegurar que o trabalho de estudo e análises do departamento tem alto
impacto». «Eco economia on-line», 18/01/2018.
Álvaro Santos Pereira foi dos
ministros mais gozados e mais mal tratados do Governo de Passos Coelho, até por
pedir para o tratarem por Álvaro, blasfémia para um país com a síndrome do
«Doutor»... lembro-me muito jovem a
viver em Inglaterra e um dos patrões a exigir que o tratasse por George ao passar-me
o Rolls Royce para as mãos... literalmente:
« - Rui, can you drive? Could you park my
Rolls, please?.
- Yes, sir!
- Just call me George
- Will do, George»...
Nunca mais me esqueci! Era e é normal
nos países anglo-saxónicos as pessoas tratarem-se informalmente pelo nome
próprio… e o homem regia uma cadeira numa Universidade canadiana...
Assisti também a Álvaro Santos
Pereira ser completamente ameaçado na sua integridade física e enxovalhado por
trabalhadores, já não sei muito bem onde, retive na memória um ‘desgraçado’,
como é que se pode chamar a uma criatura destas? A lançar-se espectacularrmente
sobre o «capot» do seu Mercedes(?) já em movimento, em protesto, não sei que tipo de protesto
e porquê, seguramente que o homem não
protestava por Sócrates ter atirado o país para uma ignóbil bancarrota – o que
até seria compreensível – enquanto
Álvaro Santos Pereia tentava compor esses estragos na sua pasta, na economia e
no país...
A moral da história é simples,
damo-nos ao luxo de gozar, escorraçar e escarnecer de personagens que chegam a
lugares internacionais de grande destaque e exigência, como Álvaro Santos
Pereira, onde não há «cunhas», nem amigos, nem «jobs for the boys», só meritocracia e onde a
maioria dos que o criticaram na altura – coitaditos deles... – não lhe chegavam
nem nunca chegarão aos calcares, e
o homem até é de baixa estatura....
Muito apropriadamente dizia Jacques Bossuet a este propósito:
Uma das causas capitais da maledicência é a inveja,
causa vergonhosa que não se confessa, mas que transpira do modo de proceder.
Sob qualquer aspecto que a maledicência se mostre, temei-a como serpente...
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