UM PAÍS À MERCÊ DE VÁRIOS SAQUES…
«Fornecer combustíveis mais baixos até 14
cêntimos por litro nas principais autoestradas do país foi a promessa da Q8, da
Kuwait Petroleum Corporation, mas que a Brisa deixou cair por terra». Sónia
Peres Pinto, Sapo, 23/12/2017.
Querem
maior escândalo do que este?
Num
País onde o detentor de um automóvel é esmifrado em impostos até ao tutano,
dão-se ao luxo de impedir um «player» que nos permitiria a todos poupar imenso
dinheiro a encher um único depósito, se fizermos as contas a cerca de 50 litros
de capacidade média de depósito x 14 cêntimos, é qualquer coisa como 7 euros
por cada abastecimento. Se pensarmos nos topos de gama, que facilmente acomodam
nos seus depósitos 70 ou 80 litros de combustível – já nem falo nos pesados – é
fácil fazer contas…
É
este o país que temos! E se a Brisa vetou este negócio, o que faz a Autoridade
da Concorrência? Nada, sei que não existe e confirmei-o quando no tempo de
Sócrates houve um Ministro da Economia, um iluminado, que se lembrou de pôr
umas placas nas auto-estradas a indicar o preço dos combustíveis nos
respectivos postos de venda e onde se verificava que os preços eram,
invariávelmente, iguais ao cêntimo, numa manifestação de inevitável e iniludível
cartelização.
Ainda
hoje lá estão e ainda hoje os preços são iguais em todo o lado. É fácil deduzir
quem ganha com esta medida: à cabeça, a Galp, que evita um concorrente temível;
depois, o Governo, é só fazer um cálculo à diferença de impostos que arrecadaria
por litro de combustível vendido se os mesmos baixassem nesta proporção…
“Elementary,
my dear Watson…”
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