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«Sónia Fertuzinhos afirmou que a IPSS portuguesa foi reembolsada pela fundação sueca. A questão é outra: sendo mulher do ministro da Segurança Social, será que alguém acha normal que a deputada do PS tenha viajado com dinheiro adiantado por uma instituição que o marido, como governante, tutela?». São José Almeida, Jornal «Público», 16/12/2017.
Evidentemente que não! Ou seja, se a fundação sueca convidou Sónia Fertuzinhos – deputada do PS que não é especialista e não tem nenhuma ligação a esta área – para se deslocar à Suécia, o que seria normal era que lhe providenciasse o bilhete de avião e a estadia na Suécia, mas, mesmo admitindo que não fosse assim, o que não faz nenhum sentido é uma entidade IPSS sueca financiar – uma IPSS portuguesa numa viagem de um deputado português que nada tem a ver com a IPSS – indirectamente o Estado português para ser reembolsada mais tarde! Por que razão? Alguém pode acreditar nisto?
O PS e o Governo querem convencer-nos do contrário, nada que me admire, nisso o PS é exímio; foi o PS e o seu Governo que sózinhos atiraram o país para a bancarrota em 2011 mas nunca desistiram de culpar o PSD por essa tragédia, com enorme êxito, convenhamos, e isso vê-se bem nas sondagens em que dão o PS com cerca de 40% das intenções de voto…
Alguém no seu juízo perfeito beneficia um infractor depois de uma falta gravíssima como a que o PS cometeu?
Beneficia nas circunstâncias seguintes: ódio à direita, coisa muito comum em inúmeras pessoas que se dizem democratas e de esquerda, se são democratas têm que aceitar que a democracia é um sistema político dinâmico e que implica que quem é oposição hoje, seja Governo amanhã; preconceito ideológico, acreditam que só a esquerda poderá regenerar o país, como se não tivessem sido Governos de esquerda a chamar o FMI por três vezes desde 1974; falta de realismo político, toda a esquerda está em refluxo um pouco por todo o lado – por a sua receita falhar completamente, pelo menos desde a globalização e a deslocalização da indústria para países pobres – incluíndo a principal força que se reclama de esquerda, o comunismo, um verdadeiro morto vivo a quem Costa para se salvar deu a mão, o pé, o tronco, o corpo todo, num acto de prostituição política baixa e inédito… e, finalmente, a razão principal, algum do parco vil metal – que Sócrates nos retirou a todos – no bolso…
É o que temos e que tudo indicia teremos ainda durante muito tempo. É também o que merecemos, não todos, mas muitos de entre nós…

 

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