«Os CTT públicos eram uma empresa eficiente e rentável: dava em média,
€60 milhões de lucros por ano ao Estado e cumpria, sobretudo na província, uma
função social preponderante. […] Mas nada deteve a teimosia de Passos, [em
privatizar os CTT] […] e desculpem a ousadia, a impensável incompetência
económica de que a dupla Gaspar/Maria Luís deram provas». Miguel Sousa
Tavares, Jornal «Expresso, 23 de Dezembro de 2017.
«A única coisa pior que um mentiroso é um mentiroso hipócrita». Tennessee Williams.
Não tenho nenhum respeito
intelectual por Miguel Sousa Tavares. Trata-se de um “opinion maker” muitíssimo
falacioso e que falta amiúde à verdade. Acresce que é incompetente. E, como de
costume, também neste caso, não só falta à verdade despudoradamente, como a omite!
Com efeito, não foi Passos nem o seu Governo, muito menos Gaspar ou Maria Luís,
que decidiram privatizar os CTT. A decisão foi tomada por José Sócrates e pelo
seu Governo e fez parte integrante do MOU – Memorandum of Understanding. Para
que não restem dúvidas que Miguel Sousa Tavares mente – porque como comentador
político não o pode ignorar – deixo aqui, à vossa consideração, a cláusula
respectiva que previa a privatização integral dos CTT:
«3.31 - O Governo acelerará o programa de
privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange
transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP carga), energia (GALP, EDP, e
REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como
uma série de empresas de menor dimensão […]».
Esta cláusula fez parte
integrante do (MOU- Memorandum of understanding) Memorando de Entendimento
assinado com a Troika pelo Governo do Partido Socialista chefiado por José
Sócrates, em nome e representando a República Portuguesa, em 17 de Maio de
2011.
O Governo de Passos limitou-se a
cumprir uma obrigação a que o Estado português se tinha comprometido e a que
estava obrigado!
Aposto que Tennessee Williams não
conheceu Miguel Sousa Tavares, mas também não perdeu grande coisa…
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