O REFERENDO DE
01 DE OUTUBRO NA CATALUNHA – EM QUE 90,18% VOTARAM A FAVOR DA INDEPENDÊNCIA –
ALÉM DE UMA FARSA FOI UMA ROTUNDA MENTIRA…
«Se a eleição
de ontem tivesse sido um referendo, os separatistas teriam perdido (51,75%
contra 48,26%). A maioria dos habitantes da Catalunha não deseja a
independência». Rui Ramos, Jornal
«Observador», 22/12/2017.
Acresce que no Parlamento os independentistas somam agora
menos dois deputados. É claro que têm a maioria devido a um sistema eleitoral algo
perverso ou, no mínimo, distorcido. Não há semelhanças com o que elegeu Trump
Presidente da República americana com menos 3 milhões de votos? Claro que há e
num referendo, como observa Rui Ramos muito bem, teriam perdido. A maioria dos
catalães não deseja a independência e fazem muito bem. A única saída para a
Europa reside na união versus a fragmentação que torna a Europa ingovernável, e
qualquer outra solução torná-la-á ainda mais irrelevante junto dos super
poderes actuais e do futuro: USA; China; Rússia; Japão e Índia, a muito curto
prazo.
Com o grau de autonomia de que já desfrutam, este desejo
de independência tem muito de vingança de uma esquerda rancorosa em relação ao
Franquismo, é que este já acabou há 40 anos e a realidade democrática da
Catalunha hoje, está nos antípodas do que possam ter sofrido no tempo da
ditadura. E não foram só eles, todos os povos de Espanha foram vítimas da
ditadura.
Acresce que a independência só beneficia os radicais, os
vendedores da banha da cobra ou dos «amanhãs que cantam», basta vê-los e
ouvi-los a defender encarniçadamente a independência – os arautos do
internacionalismo, por definição, sem fronteiras, a defender a fragmentação e mais e novas fronteiras, é muito curioso… –
para se perceber como julgam que isso é vital para o seu futuro por arrastar o
desmembramento da Europa que lhes fará sempre frente e à sua utopia absurda,
mesmo que futuro seja coisa que não exista para essas forças políticas… Com
efeito, esse futuro morreu em Berlim, em 9 de Novembro de 1989, e na U.R.S.S.,
em 26 de Dezembro de 1991…
“Praise the Lord”…
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