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«O novo PSD devia libertar o Governo da dependência que tem da esquerda». António Saraiva, líder da CIP - Confederação da Indústria Portuguesa, Jornal «Público», 28/12/2017.
Quer isto dizer que Saraiva não está de acordo com a «Geringonça»? Então, se não está, devia dizer exactamente o contrário porque a Geringonça significou e significa que o PS não precisa do centro nem da direita para governar. Que Costa impediu o centro e a direita de governar e escolheu só a esquerda como parceira para o apoiar e ao seu governo, logo, não pode nem deve (nem deveria) precisar do centro e da direita, a esquerda devia bastar-lhe. Pode e deve empanturrar-se com a esquerda!
Acontece que isso não só não é possível como não é exequível conforme estamos cansados de ver no Parlamento e nas profundas divergências que patenteiam ou, pelo menos, nas áreas incontornáveis e mais importantes como: Europa, Nato, defesa da Europa e Euro, e que o comprovam cabalmente!
A mim, parece-me que Saraiva ao afirmar isto, no fundo, bem no fundo, é um admirador da Geringonça e quer que ela sobreviva e frutifique... está só a sugerir “sol na eira e chuva no nabal”, a direita como moleta do PS sempre que a esquerda falhe, o melhor dos mundos…
Eu se fosse industrial, procurava ‘fabricar’ uma nova direcção para a CIP porque esta falha, Saraiva falha rotundamente na análise do que o país precisa e os industriais precisam de um Presidente que não transija com a Geringonça que, tenho um pressentimento, não gosta da CIP constituída por ‘capitalistas’ e ‘exploradores’ do operariado, mas gosta de Saraiva, pudera…

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