«Há uns meses,
escrevi aqui que o principal legado que Jorge Sampaio nos deixou foram os dois
piores primeiros-ministros na história da nossa democracia: Pedro Santana Lopes
e José Sócrates. Foram as suas indecisões que levaram a esse resultado». Luís Aguiar-Conraria, Jornal «Observador», 20/12/2017.
Estou em total desacordo com o articulista. Com efeito,
pôr ao mesmo nível José Sócrates, de facto e de muito longe, o pior
primeiro-ministro que este país já teve, com Santana Lopes que se limitou a
fazer trapalhadas, nada de substancialmente grave – é completamente injusto,
factualmente errado e historicamente sujeito a posterior correcção e à reposição
da verdade.
Jorge Sampaio enquanto Presidente da República foi a
maior nulidade, a maior irrelevância que escolhemos em má hora e ao qual se
pode assacar uma culpa gravíssima: dissolveu a Assembleia da República e com
esse acto, desbravou, atapetou, enfeitou e floriu o caminho a José Sócrates para
o poder – ofereceu-lho de bandeja – com as lindas consequências que todos
pudemos atestar e de que ainda padecemos. A história não se vai esquecer
desse ‘pequeno’ pormenor na sua passagem de má memória por Belém…
Sócrates foi, é, e permanecerá um político com um legado
inqualificável, ou antes, miserável assenta-lhe melhor e atenho-me
exclusivamente à política, ignoro nesta fase, os crimes de que é acusado pelo
Ministério Público, basta-me o que ele fez no campo político, sendo o crime
principal – e é mesmo crime que não carece de transitar em julgado – óbviamente,
ter atirado o país para a bancarrota!
Será preciso mais do que isto? É isto comparável com
qualquer outra vilania?
Santana Lopes ao seu lado é um inocente, um verdadeiro
menino de coro, alguém se lembra de uma trapalhada qualquer que tenha
prejudicado substancial ou sériamente o país?
Eu não!
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