«Em 2011 o país chegou à beira da bancarrota. […] O país que foi
fragilizado financeiramente está agora a demonstrar fragilidades nas funções do
Estado. O Estado volta a falhar. De forma diferente à de 2011, mas a falhar. Em
comum, há a circunstância de ser o Partido Socialista (agora apoiado pelo
Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda) a governar». António Prôa,
Jornal «Sol», 13/12/2017.
«Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas». Aforismo popular.
Quanto mais o Governo do PS falha
nas funções do Estado; Pedrógão; Tancos; fogos de Outubro; Panteão, Legionella;
Raríssimas, só para citar os casos mais clamorosos, mais os portugueses manifestam
intenção de votar nele, as sondagens sempre com o PS em alta, aí estão para o
demonstrar. Um verdadeiro paradoxo só explicável por masoquismo, ignorância, egoísmo,
mesquinhez ou amor ao vil metal, por pouco que ele lhe seja devolvido…
Faz-me lembrar a velha ‘blague’
que contava a discussão entre um comunista e um não-comunista. O comunista
defendia que se devia ir buscar o dinheiro aos ricos e distribuir pelos pobres.
O não-comunista contra-argumentava que os ricos eram poucos e os pobres muitos
pelo que acabaria por dar uma ninharia a cada um… ao que o comunista respondia:
- Pois sim, mas com o que eu já
tenho…
Os portugueses estão na mesma
onda, o que interessa é o que o Governo do PS lhes devolve agora – mesmo que tenha
sido um Governo do PS a tirar-lhes tudo por intermédio da Troika e do
executante, o Governo PSD/CDS – se depois chegar a factura, como da última vez,
em 2011, com a bancarrota do Governo do PS e de Sócrates, entretanto – com o
que já têm – vão fruindo o que vão
recebendo agora, o que terão que pagar depois, isso não interessa nada, logo se
verá…
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