«Centeno não é o principal responsável pelo que aconteceu à economia e
ao emprego, é o principal responsável pelo défice […] um ‘superavit’ primário
de 3% não ajuda a economia, prejudica-a». Daniel Oliveira, Jornal «Expresso»,
8/12/2017.
Por motivos diferentes dos do
insuspeito Daniel Oliveira, também não acho que Centeno seja o ‘Super Mário’
que o PS e o seu excelente departamento de marketing afoitamente promovem para
ocultar uma governação miserável, sem rumo, nem ideologia, nem objectivo que
não seja manterem-se no poder a qualquer custo.
Também no mesmo jornal e na mesma
data, Ricardo Reis, economista e professor na London School of Economics, diz o
seguinte: “o crescimento em 2017 é
medíocre, na melhor das hipóteses” e embora reconheça que um novo resgate é
improvável, não exclui essa hipótese.
Centeno deveria ter sido Ministro
das Finanças em 2011, no tempo de Victor Gaspar, com o país na bancarrota para
onde o atiraram os seus actuais amigos do PS, e sem o ‘boom’ do turismo e das
exportações, bem como sem o respaldo da extrema-esquerda em todas as
cativações, desinvestimento e controlo do défice em termos impossíveis para um
governo de centro-direita, de que tem beneficiado. Aí sim, ver-se-ia do que é
capaz, a sua fibra e a sua capacidade. Nem mesmo a sua eleição para o Eurogrupo
me impressiona, bastava usar os argumentos da esquerda para a denegrir, sim, os
mesmos que aplicaram a Durão Barroso quando foi escolhido para Presidente da
Comissão Europeia, lembram-se?
Cito só um: foi escolhido por ser
uma irrelevância e por Portugal ser pequenino… esta esquerda às vezes consegue
ser muito cruel, mas só com os adversários, nunca olha para o seu umbigo…
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