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«Aprende-se mais depressa com a dor». Nietzsche. 

«Se efectivamente o Governo aceitar que o tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas, entre 2010 e 2017, conte para efeitos de progressão, então o esforço financeiro será de €650 milhões; e se isto for aceite todos os outros funcionários públicos exigirão o mesmo, o que custará mais €440 milhões ao Orçamento do Estado». Nicolau Santos, Jornal Expresso Curto, 27/11/2017.
 
Se for assim, coisa que ainda ninguém conseguiu perceber se vai acontecer ou não, então, o Estado vai contrair encargos de 1090 milhões de euros por ano, despesa rígida, para sempre!

Ora isto é uma pouca vergonha e mais um favor à função pública com o objectivo de ganhar eleições. Trata-se de compra de votos pura, dura, cristalina, exemplar. Tudo isto foi uma consequência dos Governos desvairados de Sócrates e da falência do último em 2011. Foi Sócrates que congelou as carreiras, que não conseguiu rever o estatuto dos professores e que falhou no objectivo de serem avaliados – fez de conta que eram avaliados – o que permite que todos progridam na carreira só pelo efeito do tempo – que maravilha! São sempre estes senhores que nos arranjam as maiores trapalhadas, as maiores despesas, as maiores falências! Agradeça-se também a ‘cortesia’ aos sindicatos a mando da CGTP, autênticos coveiros da nação. 

E os outros portugueses, também vão reaver tudo o que perderam nesses anos? E o CES – Complemento Especial de Solidariedade, por exemplo, vai-nos ser devolvido nos anos em que o descontaram automáticamente nas nossas reformas? Vão descongelar e ressarcir-nos dos nossos prejuízos durante esses anos, a nós que não somos função pública? Costa e o seu Governo vão também providenciar nesse sentido? 

E se providenciássemos todos para nos livrarmos de políticos demagogos e populistas em quem não votámos, tão pouco os escolhemos? E se os congelássemos de vez? A solução passa exclusivamente por aí mas parece que há muito boa gente – tirando os professores, parte interessada, claro… – que ainda o não percebeu, talvez que num eventual próximo resgate o compreendam, acompanhado outra vez de dor e sofrimento com fartura; Nietzsche estava enganado, não aprendemos nada com o último resgate, prenhe de sofrimento e de dor…

 

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