«A redução da dívida é absolutamente fundamental». Mário Centeno,
parangona do jornal «Público» de 09/12/2017.
Devo estar com alucinações! Então
não era este mesmo Partido Socialista que quando oposição clamava
permanentemente contra a actuação do Governo PSD/CDS nesta matéria e que dizia
exactamente o mesmo?
Nomeadamente os proeminentes socialistas:
Carlos César; Eduardo Cabrita; Eduardo Ferro Rodrigues; Henrique Neto; João
Cravinho; Luís Nazaré; Manuela Arcanjo; Pedro Adão e Silva; Pedro Bacelar de
Vasconcelos e Vitor Ramalho, só para referir alguns que assinaram e propunham
no «Manifesto dos 70», em 2014, o seguinte:
1)
“reduzir significativamente a taxa média do stock de
dívida de modo a aliviar a pesada punção dos recursos financeiros nacionais
exercida pelos encargos com a dívida".
2)
“o manifesto destaca a importância de alongar os
prazos da dívida para 40 anos ou mais”.
3)
“o grupo defende que é necessário estabelecer qual a
parte da dívida abrangida pelo processo de reestruturação. No seu entender,
este deve incidir, pelo menos, sobre a dívida acima dos 60% do PIB”.
Centeno vai ter que começar por
organizar um ‘Focus Group’ (espero que pago pelo PS e não pelos
contribuintes…) para indagar o que acham os socialistas da sua afirmação de que
a redução da dívida, nos moldes em que a está a tentar fazer, é absolutamente
fundamental; e se ainda acham que a reestruturação deve incidir sobre, pelo
menos, a dívida acima dos 60% do PIB?
Já agora, uma última pergunta:
quem paga a extensão dos prazos da dívida para 40 anos, e quem paga o custo da reestruturação a
empreender sobre a dívida acima dos 40% do PIB?
Os alemães?
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