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«[…] são um atentado à inteligência de todos, porque nos querem fazer crer que não há, entre os cerca de 100 mil professores, um só incompetente ou, pelo menos, sofrível. Todos, […] atingem o topo de carreira e o respectivo ordenado. Basta que deixem passar o tempo, que é igual para todos – competentes e incompetentes. […] venham daí todos os outros profissionais do Estado para a mesma reivindicação. [...]E se o governo até começou por anunciar que a austeridade acabou, não há como não repor tudo como estava antes. Antes da bancarrota […]». Paulo Ferreira, jornal «Economia on-Line», 20/11/2017.
Lendo-se um excerto dum texto como este, não sei como é que não se possa estar de acordo com o que o articulista pensa e escreve.
Depois, o que salta à vista é que quer os sindicatos, quer os professores, não têm uma réstia de razão:
1.      É absurdo que não haja um filtro que aparte, beneficie, premeie e incentive os bons professores – que, para tal, devem ser avaliados como toda gente – em detrimento dos maus, medíocres ou sofríveis. E isto resolveria o problema em grande parte.
 
2.      É óbvio que os outros profissionais da função pública também vão querer que o congelamento das carreiras, no seu caso, também conte! Uns não são filhos e os outros bastardos…

3.      Finalmente, parece que o anúncio do fim e morte da austeridade – parafraseando Mark Twain – foi manifestamente exagerado!
Não percebo como é que os defensores da Geringonça não notam e não percebem a deriva completa, a falta de norte, de uma ideia para o país. A Geringonça neste momento limita-se e esforça-se por manter o poder a qualquer custo e a governar à vista.
Imaginem só que este Governo tinha que governar após uma bancarrota como calhou ao anterior Governo em 2011… pois se numa conjuntura quase ideal é só asneiras, todas as semanas salta uma cá para fora, a última é o INFFARMED – para os seus apoiantes deve ser um susto permanente, um desassossego… 
Este Governo pode celebrar à vontade os dois anos de vida com banquetes em todo o país – como se propõe fazer – mas duvido é que cumpra a legislatura tais as fragilidades de que está a dar mostras, exemplo: alguém me sabe dizer o resultado dos acordos do Governo com os sindicatos dos professores? Não entendi, foram tais as contradições por parte de diferentes membros do executivo e de Antonio Costa versus o que disse Centeno…
Notaram, não notaram?

 

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