«Os últimos dois anos provaram que António Costa e os seus
parceiros nunca tiveram, de facto, alternativa nenhuma. Porque consumir a folga
criada pelo ajustamento da troika, pela política do BCE, pelo petróleo barato e
pelo crescimento económico na Europa, compensando eventuais desequilíbrios com
cativações e impostos — é um expediente, mas não é um plano».
Rui Ramos, Jornal «Observador», 28/11/2017.
«Só no que sobeja se segura o que basta». Padre António Vieira.
Este Governo – fruto de uma coligação negativa – e
exactamente porque não tem nenhum plano além das reversões, nem nenhuma ideia
para o país além de se manter no poder a todo o custo, só tem casos no seu curriculum que, manifestamente,
comprovam a asserção supracitada, elenco os principais:
·
A reiterada falta de coesão e de solidariedade dos partidos da
extrema-esquerda no Parlamento, a obrigar o Governo do PS a precisar dos votos
da direita.
·
O revés do Governo no falhanço da baixa da TSU aos
empresários que contratassem trabalhadores com o salário mínimo.
·
A tragédia inenarrável dos fogos de Pedrógão e os seus
65 mortos.
·
O roubo de Tancos, sobre o qual escandalosamente ainda
não se sabe o que se passou nem há relatório algum 5 meses depois.
·
A tragédia, outra vez, dos fogos de 15 de Outubro e os
seus 45 mortos.
·
A demissão da Ministra da Administração Interna
imposta pelo P.R. por incompetência.
·
A demissão do Presidente do Proteção Civil por,
pasme-se, não por incompetência mas por falta de qualificações.
·
As 4 mortes e dezenas de internados nos casos da
Legionella, com a particularidade de ocorrerem num hospital público.
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Os jantares no Panteão Nacional e a culpabilização de
terceiros depois de autorizados por este
Governo.
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O confusão que consiste na confirmação e posterior negação
da contagem do tempo das carreiras congeladas dos professores e a caixa de
pandora que se abriu a toda a função pública.
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O revés do Governo na candidatura do Porto ao European
Medical Agency.
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O caso do INFARMED, para disfarçar a derrota da candidatura
do Porto ao EMA e que acarretou incompetência e oportunismo a rodos.
·
A pífia farsa das perguntas ao Governo em Aveiro,
pagas por todos nós e que não passam de pura propaganda.
·
A inacreditável censura à divulgação do Capítulo VI do
relatório sobre as vítimas mortais de Pedrógão, tal qual como no tempo de
Salazar em 1967, aquando das inundações em Lisboa.
·
A traição ao Bloco de Esquerda na aprovação do O.E.
2018, sobre as taxas às renováveis, confirmadas à Sexta-feira, infirmadas e
negadas na Segunda-feira subsequente com total desfaçatez..
·
Genericamente, a destruição do Estado Social – de que
culpavam a direita sistemáticamente – mas praticam assertiva e afoitamente por diminuição,
estrangulamento ou cativação de verbas em tudo o que é público; hospitais,
proteção civil, GNR; polícias, forças armadas, guardas florestais, etc., etc.,
tudo esticado aos limites!
Qualquer Governo de direita que cometesse metade dos
erros, gaffes, falhanços e omissões deste Governo, já teria sido crucificado e
enterrado vivo pelos arautos da infabilidade e superioridade das esquerdas.
Haveria, histerismo, rasgar de vestes e permanentes manifestações a pedir a
intervenção do P.R. e a avisada e urgentíssima demissão do Governo.
De facto, sempre pensei que uma coligação gerada pela
negativa, dada a sua natureza, não teria grande futuro, não pensei é que fosse
tão fraca, tão desastrada, tão descaradamente oportunista e tão completamente
incompetente, pelo que não lhe auguro futuro nenhum nem nada de bom… aos portugueses,
enquanto ela durar, também não…
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