«A morte de uma pessoa é uma tragédia; a de milhões, uma estatística».
Estaline.
«O PCP e o Bloco não estavam fora do arco da
governabilidade por acaso, por capricho. Estavam fora do arco da
governabilidade porque, além de se filiarem em tendências políticas que
desconfiam das democracias ocidentais, sempre advogaram uma governação
irrealista, populista, tudo para todos, sem limites […]». Adolfo Mesquita Nunes, Jornal Negócios, 20/11/2017.
Faltou
acrescentar – mas de importância capital – que são partidos totalitários,
anti-democráticos que têm uma concepção da tomada de poder e de exercício do
mesmo, revolucionária, Leninista, que faz tábua rasa da democracia e do Estado
de Direito e para quem o homem e o respeito pelas suas características únicas e
principais: integridade física, dignidade intrínseca, inteligência,
sensibilidade, ideologia, valores, costumes e religiosidade, se for o caso, são
completamente desprezadas, espezinhadas e violadas – e o melhor exemplo que o
atesta, são os Gulag na ex- U.R.S.S., ou Cuba e a Coreia do Norte, nos nossos
dias. O homem é meramente instrumental, não passa de um simples número para a
estatística, embora invocado sistemáticamente como objecto e preocupação
central das suas políticas, mas não passa de pura retórica e refinada
hipocrisia.
A frase
de Estaline supracitada, não surge por acaso, é a frase mais cínica, mais
monstruosa que nos foi dado conhecer, que mais exemplarmente banaliza o mal, mas
que sabemos estar por trás do rasto de desgraça humana à escala planetária que
gerou: 100 milhões de mortos! Quando vemos hoje os seus apaniguados defender obstinadamente
essa ideologia, calar é permitir, é ser cúmplice – não terão esse prazer, nem
que persistam em recorrer ao insulto soez e gratuito por falta de razão, sinal
evidente da sua fraqueza, cobardia intelectual e falência de argumentos, como têm
feito últimamente…
Quando
o festim terminar e se inventariar o custo desta experiência desastrosa encetada
por Costa, de trazer para o Governo e para as suas esferas estes dois partidos e
o que na verdade significam e representam – o PS terá que se justificar, terá
que dar uma explicação aos portugueses que, em contrapartida, espero que o castiguem
eleitoralmente como merece, não só pelos líderes que nos tem dado – é difícil
saber qual é o pior – mas, sobretudo, pelas políticas demagógicas que despudorada
e sistemáticamente implementa de cada vez que chega ao poder, em favor de corporações,
de grupos, de alguns, e em detrimento do interesse de todos!
A
bancarrota de 2011 aí está também para o comprovar cabal, inequívoca e
irrefutávelmente….
Comentários
Enviar um comentário