DE DESCULPA EM DESCULPA…
«Acossado já sabemos o que esperar de António Costa: vai culpar a
Europa, os mercados, o fim do plano Draghi, a conjuntura internacional e ainda
o Governo anterior. As desculpas serão semelhantes às de Sócrates. Com uma
novidade; culpar o Governo anterior apesar de decorridos dois anos após a sua
saída». João Duque, jornal «Expresso», 25/11/2017.
«É costume de um tolo, quando erra, queixar-se dos outros. É
costume de um sábio queixar-se de si mesmo». Sócrates.
Costa actua no quadro em que o PS
sempre actua: a culpa nunca é dele, deles, é sempre de outrem. Sócrates levou o país
à bancarrota por completa incompetência e manifesta irresponsabilidade, mas desculpou-se
e refugiou-se na crise internacional e no chumbo do PEC IV. A falência do banco
Lehman Brothers foi em 15 de Setembro de 2008, mas Sócrates conseguiu gerar um défice de 11,2% mais
de dois anos depois, no fim do ano e exercício de 2010, sob o argumento de que
a Europa mandou gastar para estimular as economias… é verdade, a Europa mandou
gastar os países que o podiam fazer para, por arrasto, puxar pelas outras
economias, estavam neste caso a Alemanha, a Holanda e a Áustria pelo menos,
Portugal, seguramente que não estava e que não o poderia fazer, nem a Europa o
instruiu nesse sentido! Foi uma rotunda e despudorada mentira!
Quanto ao PEC-IV, outra das
desculpas toscas que gizou na altura, quando se tem um Governo minoritário –
tem que se negociar tudo sistemáticamente, coisa que ele não fez, nem o P.R.
informou na altura, lembram-se?! – como o segundo Governo de Sócrates e quando
toda a oposição: PCP; Verdes; BE; PSD e CDS, votou contra o mesmo, não se pode
culpar a oposição em bloco, muito menos a democracia, acresce que o chumbo do
PEC-IV não obrigava constitucionalmente à demissão do Governo e nesse momento o
país já estava falidíssimo, se não fosse por mais nada, pelos défices
demenciais que vinha acumulando…
Vamos ver que desculpa original vai
arranjar desta vez Costa quando as coisas começarem a correr mal e, como de
costume com os socialistas, prosseguirmos alegremente mo caminho da chapa
ganha, chapa gasta, quer dizer, do desastre…
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